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	<title>Khamûl o easterling</title>
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	<description>Um blog sobre a geografia do legendárium Tolkieniano</description>
	<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 10:00:00 +0000</pubDate>
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		<title>Qual o Tamanho do Condado?</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 10:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Pelliccione Filho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>

		<category><![CDATA[Condado]]></category>

		<category><![CDATA[Ermos]]></category>

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		<category><![CDATA[Terra Ermas]]></category>

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  Para além do limiar do Ermo

Você já parou para pensar nisso? Qual o tamanho do Condado?
Se talvez pensássemos pela lógica da proporcionalidade poderíamos dizer que o Condado é um território grande, amplas colinas, muitas áreas verdes – campos, bosques, florestas –, rios importantes, córregos. Mas isto se considerarmos o tamanho dos hobbits, a proporcionalidade.
De um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 54pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;"> <em> Para além do limiar do Ermo</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 54pt; text-align: justify;"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Você já parou para pensar nisso? Qual o tamanho do Condado?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Se talvez pensássemos pela lógica da proporcionalidade poderíamos dizer que o Condado é um território grande, amplas colinas, muitas áreas verdes – campos, bosques, florestas –, rios importantes, córregos. Mas isto se considerarmos o tamanho dos hobbits, a proporcionalidade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">De um modo geral, os hobbits são pessoas que não gostam muito de aventuras, preferem ficar em suas casas e tocas comendo, bebendo, recebendo visitas, ganhando presentes; fazendo suas trocas comerciais; talvez o máximo, passear pelo Condado como muitos já sabem, nada além disso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Porém, seria injustiça afirmar que todos são assim, caseiros. Existem as exceções, como o nosso caro e estimado Bilbo Bolseiro quando se aventurou juntamente com anão Thórin Escudo de Carvalho, o mago Gandalf e demais anões até a Montanha Solitária para recuperar os espólios de Smaug (matá-lo) e restabelecer o antigo reino dos anões sob a Montanha Solitária. Daria até para escrever um livro, como de fato ocorreu.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Outro fato de que os pequeninos são grandes aventureiros em seus feitos é o de Frodo Bolseiro, e seus parentes e amigos, Samwise, Merry e Pipin. Ambos partiram do Condado e foram até as terras desconhecidas e perigosas de Mordor para destruir o Um Anel do Senhor do Escuro, Sauron. Essa foi realmente uma grande história digna de ser escrita e contada por gerações e gerações da Terra média.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Também seria um equívoco, porque além dos fatos de Bilbo e Frodo, outros hobbits de um passado remoto proporcionaram preciosas aventuras durante os períodos das migrações dos vales do rio Anduin, quando da percepção de que uma nova sombra resolveu habitar a parte Sul da Grande Floresta Verde e adjacências, trazendo grandes perigos aos que ali habitavam. Ou seja, as maldades do Senhor do Escuro e seus rumores do “despertar” novamente além de outras criaturas cruéis como os Nazgúl e orcs.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Hobbits são criaturas espertas, astutas, escutam bem e possuem uma percepção do perigo. Algo que despertaria a inveja de outras raças. Quando perceberam que o mal estava dominando as regiões do vale do Anduin, resolveram deixar o que consideramos de o “Limiar do Ermo” para começarem uma viagem em direção ao Oeste, para além das Montanhas Sombrias, da Terra Parda, de Enedwaith e Eregion, até chegarem nos domínios do antigo reino de Arnor para fundarem o Condado. Entretanto, a proposta deste artigo não é se prender nos fatos históricos deste reino, pois não é objeto desta discussão.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Quando se lê o Senhor dos Anéis e o Hobbit, há a possibilidade de imaginar que o “antigo Condado” era um território diversificado, entretanto, mais vulnerável e susceptível aos perigos iminentes do mal que estava se instalando no leste a partes do sudeste, se comparar ao “novo Condado” no Oeste.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Ainda nesse sentido, já pararam para imaginar o tanto que os hobbits são guerreiros? O tanto que são destemidos para lutarem pela sobrevivência independente dos perigos que podem cercá-los? Essa tarefa de migrar para o Oeste não devia ter sido nada fácil, o que existia além das Montanhas Sombrias era considerado as terras ermas (1) porque estavam passando para além do limiar do ermo, dentro daquilo que eles compreendiam como região de conhecimento. Os hobbits não tinham conhecimento de como era o mundo do outro lado das montanhas, para isso tiveram que migrar. Realmente tudo era novidade neste mundo desconhecido.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Depois que todas as três raças conseguiram transpor as Montanhas Sombrias e chegarem ao que conhecemos como Condado, novas redes se criaram, novas relações com o ambiente surgiu, uma nova forma de ver e reconhecer o espaço se estabeleceu. Na prática, o que ficou para trás ficou. O próprio tempo contribuiu com o novo (vivência) no Oeste. O que antes para os hobbits era o ermo, agora se tornou o seu espaço de relações, e o que ficou ao leste das Montanhas Sombrias naturalmente se tornou o ermo, ou melhor, terras ermas. Podemos ver isto, na narrativa quando Gandalf afirma que a companhia estava chegando no limiar dos ermos, próximo a Valfenda. (2)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">O novo Condado se tornou um território muito abrangente e singular, com um eixo de interligações muito interessante. O Condado com suas quatro zonas chamadas de Quarta Norte, Quarta Sul, Quarta Leste e Quarta Oeste ficaram na rota de outros três povos: anões, elfos e homens. Os elfos do Leste devido os intercâmbios com os elfos de Lindon, os anões porque usavam as rotas dos domínios para vincularem às Montanhas Azuis (seu lar) com o leste da Terra média (principalmente nos anos finais da Terceira Era quando dos fatos que se desenvolveram após a morte de Smaug) e além dos homens, grandes dominadores de todos os amplos domínios de Eriador.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">É importante enfatizar tais fatos para assim deixar claro como que os hobbits conseguem manter uma relação harmoniosa com os povos que cotidianamente usavam os domínios do Condado. Não havia conflito, batalhas sangrentas que levavam à decadência esses povos que mantinham uma relação como o Condado. (3)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">O Condado se estendia por 120 milhas desde as Colinas Distantes até a ponte do Brandevin e por 150 milhas dos Pântanos do Norte até os Charcos do Sul.<br />
A terra era rica e boa, mas estava abandonada por muito tempo quando lá chegaram; o local foi muito bem cultivado antes quando o rei ali tinha fazendas, plantações de milho, vinhedos e bosques. É importante alertar que quando os hobbits chegaram havia um rei dos homens e, com o tempo se tornaram seus súditos nominais mas, mesmo assim, eram governados por seus próprios líderes. (4)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Existem alguns pontos interessantes em compartilhar com vocês, na verdade antagônicos, quando a necessidade se faz presente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Em 1150 os Cascalvas saindo das terras ermas fizeram uma viagem em direção a Eriador. Imaginem como foi esse processo de travessia? Seja pelas Montanhas Sombrias ou passando por Calenardhon? Realmente uma aventura hobbitesca, não é mesmo?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Também o outro grupo dos periannath atravessou as mesmas Montanhas Sombrias pelo Passo do Chifre Vermelho, de lá chegando até a Terra Parda.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Além disso, podendo ver outro processo de aventuras, quando por volta de 1300 avançam mais para o noroeste (se verificarmos no mapa) e depois para o oeste. Muitos destes acabaram por se estabelecerem em Bri. E essa nova tarefa? Foi fácil? Acho que não&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Nesse sentido, é valido deixar claro que uma parte dos hobbits resolveu voltar para as terras ermas. O porquê deste retorno, ninguém sabe ao certo, assim como não sabemos qual foi o destino a eles (os Grados) selado do outro lado; se é que voltaram!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Mesmo diante dessas grandes mudanças impostas a esta formidável raça nota-se que até então os hobbits não tiveram problemas, conflitos com os povos que encontraram pelo caminho no processo de migração. Como prova, há a menção a respeito do rei Argeleb II, quando em 1601 doa uma considerável extensão de terras além do Branduin. Por que isso ocorreu? Estrategicamente foi de interesse de o rei conquistar aliados para possíveis conflitos com os orcs e homens “cruéis” que ameaçavam o norte e leste de Arnor. A partir deste fato comprovamos o estabelecimento do Condado como um território soberano e ao mesmo tempo como uma espécie de região súdita. (5)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Em 1630, os Grados, vindos da Terra Parda juntam-se aos hobbits além do Branduin.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Podemos imaginar e compreender como que milhares de hobbits anônimos foram verdadeiros heróis desde quando abandonaram suas terras, lá nos ermos da Terra média para construir um novo lar no desconhecido oeste. Nota: desconhecido para os hobbits.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Agora, respondendo a pergunta do começo deste texto: Qual é o tamanho do Condado?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Devo admitir que também fiquei surpreso com o tamanho da região. Foi usado o mapa do Condado que existe no livro A Sociedade do Anel intitulado Uma Parte do Condado e, neste mapa existe uma distribuição espacial das suas regiões por meio das Quartas, Quarta Norte, Sul, Leste e Oeste. Como está claro, essa é uma “parte do Condado” porque as fronteiras são dinâmicas ao longo da linha do tempo, bem como pelas relações entre os povos. No final da Guerra do Anel quando o rei Aragorn restaura o reino do Norte, as fronteiras são redesenhadas e alterações ocorreram no Condado, não para seu prejuízo, mas sim para uma melhor organização e proteção dos povos que habitavam especificamente aquela região do Norte de Eriador; seu território oficial permaneceu inalterado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">O território dos periannath possuía até o final da Guerra do Anel, uma extensão aproximada de 13.376 km2, uma área bastante grande para os pequeninos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Como já havia diversas regiões da Terra média com suas extensões territoriais calculadas, foi possível comparar com o Condado. Veja a tabela abaixo:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> <a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2009/04/tabela_tamanho_condado_regioes_terra-media2.jpg"><img class="size-medium wp-image-349 aligncenter" style="margin: 2px; border: black 1px solid;" title="tabela_tamanho_condado_regioes_terra-media2" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2009/04/tabela_tamanho_condado_regioes_terra-media2-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a></p>
<p style="text-align: right;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"> Comparando com a nossa realidade, é possível ter uma noção do Condado com outros países, dentre os quais:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"> <a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2009/04/tabela_tamanho_condado_paises-do-mundo1.jpg"><img class="size-medium wp-image-350 aligncenter" style="margin: 2px; border: black 1px solid;" title="tabela_tamanho_condado_paises-do-mundo1" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2009/04/tabela_tamanho_condado_paises-do-mundo1-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a></p>
<p style="text-align: right;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">Como se percebe, uma região que, embora para os nossos olhos fosse pequena, mas ao contrário, rica, diversificada e um histórico único e heróico de um povo que sempre procurou vivem em paz em equilíbrio com o meio natural, e em harmonia com aqueles que mantinham relações comerciais e/ou sociais, como os homens de Arnor e regiões como Bri dentre outros.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">O Condado para os padrões dos Hobbits seria um território grande, uma diversidade impressionante de paisagens naturais, associadas com as paisagens transformadas, dando ao mesmo um aspecto único e singular, uma cultura especial, onde em alguns ou até muitos aspectos, lembra a sociedade inglesa do século XIX e início do século XX, típica vilas e pequenos condados do interior do país.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"><strong>Referências</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: a sociedade do anel. São Paulo: Martins Fontes, 2002, 22-443.<br />
TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002, 5-441.<br />
TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Hobbit. São Paulo: Martins Fontes, 2002.<br />
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio Século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000, pg. 277.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;"><strong>Notas</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">(1) De acordo com os contos de Tolkien as terras ermas ou os ermos da Terra-média seriam regiões inabitadas, desérticas, ou solitárias, que de algum modo poderia apresentar algum perigo iminente tanto para aqueles que conheciam os tais ermos como para um desconhecido como Bilbo Bolseiro. De acordo com o dicionário Aurélio, a palavra ermo significa solitário, desabitado, deserto.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">(2) Ver mapa do livro O Hobbit, página 294 e 295. Editora Martins Fontes.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">(3) É dito que os hobbits ajudaram Arnor na batalha de Fornost contra o Rei dos Bruxos de Angmar enviando arqueiros.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">(4) Quando diz que os hobbits eram súditos, é referente a uma relação de amizade e confiança, pois embora ajudassem os reis de Arnor, o Condado tinha suas próprias lideranças e soberania respeitada.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left;">(5) Mesmo com esta afirmativa, o Condado era um território soberano que tinha suas próprias leis, costumes, e fronteiras delineadas e respeitadas por Arnor enquanto um reino soberano.</p>
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		<title>O tamanho de Beleriand</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 10:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Pelliccione Filho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>

		<category><![CDATA[Beleriand]]></category>

		<category><![CDATA[Cartografia]]></category>

		<category><![CDATA[Extensão]]></category>

		<category><![CDATA[Tamanho]]></category>

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		<description><![CDATA[Realmente é significante a dimensão da Terra média durante as eras de Arda. Anteriormente eu tinha feito o cálculo da Terra média levando em consideração o mapa do livro o Retorno do Rei, entretanto, nesta época, a Terra média já tinha sofrido modificações consideráveis na sua extensão territorial perdendo cerca de 42,6 % do seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente é significante a dimensão da Terra média durante as eras de Arda. Anteriormente eu tinha feito o cálculo da Terra média levando em consideração o mapa do livro o Retorno do Rei, entretanto, nesta época, a Terra média já tinha sofrido modificações consideráveis na sua extensão territorial perdendo cerca de 42,6 % do seu território original.</p>
<p>Esses 42,6% correspondem ao território de Beleriand localizado no noroeste da Terra média. Foi neste território que ocorreu a maior guerra já conhecida em Arda resultando na destruição de Beleriand no qual a mesma ficou submersa, restando apenas uma faixa costeira ao oeste das Ered Luin (Montanhas Azuis).</p>
<p>Para se chegar ao tamanho de Beleriand foram realizados vários cálculos e, uma das dificuldades foi justamente o mapa oficial contido no livro o Silmarillion, pois não havia escala. Para encontrar a escala foi utilizado como referência de conversão o mapa da Terra média do livro o Senhor dos Anéis e, depois de encontrada a escala foi possível determinar o tamanho aproximado de Beleriand.</p>
<p>Quem imaginava Beleriand como uma pequena extensão da Terra média, realmente vai ficar surpreso ao ver o tamanho deste Território, pois na verdade o seu tamanho era quase que a metade da Terra média durante a Primeira Era. Neste processo foi realizado também o cálculo da Ilha de Balar, entretanto, esta ilha corresponde somente a 0,20% do continente se for levada em consideração.</p>
<p>É importante ressaltar novamente que este é um valor aproximado dos tamanhos, mesmo assim, válidos porque foram utilizados as técnicas cartográficas para se chegar aos valores de todo o continente. As proporções contidas nos mapas de Tolkien são válidas e reais quanto dos tamanhos de toda a Beleriand assim como de toda a Terra média, mas como foi citado anteriormente, não havia uma escala que determinasse as proporções. Depois de encontrado o cálculo foi possível de ser feito.</p>
<p>Beleriand possuía uma extensão aproximada de 4.726.400 km2 correspondendo a 42,6%; a Terra média antes o fim de Beleriand e Balar possuía 11.091.200 km2; terminada a Guerra da Ira, o tamanho reduziu para 6.347.200 km2.</p>
<p><strong>Veja a tabela abaixo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/tamanho-dos-territorios.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-330" style="margin: 2px; border: black 2px solid;" title="tamanho-dos-territorios" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/tamanho-dos-territorios-300x71.jpg" alt="" width="326" height="88" /></a></p>
<p>Com os tamanhos determinados podemos fazer uma comparação com o mundo real, ou seja, comparar o tamanho de Beleriand, da Terra média na Primeira Era e a Ilha de Balar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/quadro-comparativo-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-336 aligncenter" style="margin: 2px; border: black 1px solid;" title="quadro-comparativo-1" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/quadro-comparativo-1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><em>* Obs: No cálculo dos dados econômicos e sociais da Ásia e da Europa, a Federação Russa (que tem parte dos territórios nos dois continentes) está incluída na Europa e a Turquia (que se encontra na mesma situação, na Ásia).</em></p>
<p>Beleriand na comparação com os continentes seria o penúltimo maior de todos e, considerando sua existência junto com a Terra média na Primeira Era do Sol passaria a ser o sexto maior continente do mundo. Já a Terra média a partir da Segunda Era do Sol, o nono maior.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/quadro-comparativo-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-337 aligncenter" style="margin-top: 2px; margin-bottom: 2px; border: black 1px solid;" title="quadro-comparativo-2" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/quadro-comparativo-2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Verificando o quadro comparativo 2 podemos perceber que a Terra média seria o segundo maior território do mundo levando em consideração a Primeira Era do Sol. Considerando a partir da Segunda Era do Sol, a Terra média seria o oitavo maior território (“país” ou continente) do mundo. O grande território de Beleriand seria o nono maior do mundo.<br />
Desse modo, podemos também concluir que suas dimensões territoriais são bastante consideráveis se levar em consideração à realidade dos povos que habitavam Arda, suas culturas, evoluções tecnológicas no que diz respeito aos meios de transporte, a forma como se locomoviam bem como a maneira de ver e compreender os espaços geográficos no qual estavam inseridos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/quadro-comparativo-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-338 aligncenter" style="margin: 2px; border: black 1px solid;" title="quadro-comparativo-3" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/quadro-comparativo-3-300x172.jpg" alt="" width="300" height="172" /></a></p>
<p>Analisando o Quadro Comparativo 3 podemos perceber o tamanho de Balar com alguns países de tamanhos próximos (ditos pequenos). Neste quadro com as devidas informações existentes, a Ilha seria o terceiro maior território, perdendo posição somente para o Estado de Israel e Kuweit, ambos no Oriente Médio. Mesmo assim, a Ilha de Balar possui um tamanho considerável em comparação com outras ilhas e Estados Nacionais; além de sua própria realidade dentro da ficção contida nos contos do Silmarillion, ou seja, uma área muito grande.</p>
<p>A cartografia é um instrumento imprescindível para compreender os processos evolução de um determinado terreno ou território ao longo do tempo bem como das relações entre as sociedades e seus próprios comportamentos no meio onde vive. Partindo desse pressuposto, é passível sua aplicabilidade no mundo imaginário (fictício), neste caso, a mitologia tolkieniana que a meu ver, necessita cada vez mais de um aprofundamento na compreensão dos fatos que desenrolaram em Arda ao longo de todas as Eras por meio de instrumentos técnicos científicos.</p>
<p>Pesquisar, analisar e verificar os tamanhos aproximados dos continentes de Arda é uma forma diferenciada de compreender o magnífico mundo criado por Tolkien e também, de aproximar a nossa realidade (nossas vivências) a fantástica fantasia protagonizada pelos diversos seres e ambientes que deram vida às obras do professor Tolkien.</p>
<p><strong>Mapa de Beleriand</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/beleriand.jpg"><img class="size-medium wp-image-331 aligncenter" style="margin-top: 2px; margin-bottom: 2px; border: black 2px solid;" title="beleriand" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/beleriand-300x221.jpg" alt="" width="300" height="221" /></a></p>
<p><strong>Referencia Bibliográfica</strong></p>
<p>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Senhor dos Anéis, o retorno do rei: São Paulo: Martins Fontes, 2002.<br />
 <br />
TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Simarillion: São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
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		<item>
		<title>Mordor: Território e Soberania. As complexidades na determinação de um Estado</title>
		<link>http://duvendor.com.br/khamul/?p=302</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 10:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Pelliccione Filho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>

		<category><![CDATA[Mordor]]></category>

		<category><![CDATA[Poder]]></category>

		<category><![CDATA[Territorialidade]]></category>

		<category><![CDATA[Território]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando Melkor foi derrotado e a posterior destruição de seu reino, Angband, no grande território de Beleriand, a Terra média passou a ter uma certa “paz” em várias regiões, de norte a sul e de leste a oeste, entretanto, ao leitor que analisa os eventos relatados no Silmarillion, O Hobbit, Senhor dos Anéis

e Contos Inacabados, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Quando Melkor foi derrotado e a posterior destruição de seu reino, Angband, no grande território de Beleriand, a Terra média passou a ter uma certa “paz” em várias regiões, de norte a sul e de leste a oeste, entretanto, ao leitor que analisa os eventos relatados no Silmarillion, O Hobbit, Senhor dos Anéis</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/mordor1.jpg" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-311 alignright" style="margin: 2px; border: black 1px solid;" title="mordor1" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/mordor1-300x182.jpg" alt="" width="300" height="182" /></a></div>
<p>e Contos Inacabados, consegue ter a percepção de que a paz, sempre foi algo momentâneo no decorrer das Eras de Arda, claro que, esta paz em certas ocasiões se apresentou mais duradoura devido a fatores como a política e/ou localização territorial.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/mordor1.jpg" target="_blank"></a></div>
</div>
<div>Vários seguidores de Melkor haviam fugido para</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/mordor1.jpg" target="_blank"></a></div>
<p>regiões extremas da Terra Média quando do fim de Angband; a exemplo os orcs, homens, balrog, dragões, e principalmente o seu maior servo, o Maia Sauron, segundo na hierarquia “Melkorniana”.</p></div>
<div style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/mordor1.jpg" target="_blank"></a></div>
<div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/12/mordor1.jpg"></a></p>
</div>
<div>Sauron a princípio era um ser de luz, dotado de grandes virtudes, seguidor dos Valar e Ilúvatar, mas, de alguma forma foi convencido e/ou enganado por Melkor para se unir no intuito de fazer uma resistência frente aos Ainur seguidores fieis de Ilúvatar. Ao fim, tornou-se como seu mestre, um Senhor das Sombras. A princípio Sauron vagou por vários ermos da Terra média, até fixar moradia numa vasta e desolada região conhecida como Mordor, e lá, construiu sua fortaleza, a grande torre de Barad Dûr, começando então a maquinar o mal com o intuito de dominar a Terra média e conseqüentemente tornar-se rei sobre todos os povos; uma espécie de “deus”.</div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;"> </p>
<div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Os mesmos acontecimentos que outrora tinham ocorrido na época de Angband estavam sendo reconstruídos por Sauron dentro dos domínios de Mordor, ou seja, o domínio por meio de uma imposição geopolítica, a principio pela persuasão em outras ocasiões pelo uso da força e opressão e desta forma poder-se-ia identificar a assimetria entre as forças políticas. Sauron utilizou-se de vários seguidores, homens e principalmente orcs, de certa forma, trabalhou em ambos uma identidade tendo como referência o domínio de Mordor, resultando numa espécie de “Estado” soberano e atuante no exercício de seus intuitos; à parte dos outros domínios existentes. No escopo do significado de Estado há a compreensão de que</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> [...] o Estado como unidade política básica do sistema internacional, cujo atributo principal é o poder, em suas dimensões predominantes da natureza militar ideológica e econômica; poder entendido como a capacidade de uma unidade política alterar o comportamento de outra no sentido de fazê-la comportar-se de acordo com seu interesse; e as unidades se relacionam no sentido de otimizar os interesses respectivos visando o equilíbrio do poder (Morgenthau, 1967).</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Partindo para uma discussão do conceito de Estado, o escritor J. R. R. Tolkien levanta subsídios para que haja uma determinação de conceitos de Estado, Identidade, territorialidade dentre outros em suas obras, uma vez que, era um grande acadêmico e participou da Primeira Guerra Mundial, influenciando na construção dos adventos de Arda. A Europa passava por várias transformações políticas, geopolíticas, alteração nos mapas do continente com a dissolução e criação de Estados “soberanos” e o uso e manipulação dos territórios africanos, uma das fontes geradoras do primeiro conflito mundial. Uma compreensão comum tem-se quando</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> Modernamente, uma nação é sinônimo de constituição de Estado, este ser político que se forma numa determinada área geográfica, habitado por um povo, que se organiza numa instituição jurídica, para ser governado independentemente de outro Estado, fruto de conflitos ou guerra. A junção de Estado-nação realiza-se a partir do ato de povo organizado num Estado, dentro de um contorno geográfico. Nasce aí a geopolítica – geografia + Estado (da polis – reunião de cidadãos livres). (Clovis Brigagão, 2001).</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Aos povos da Terra Média, a hipótese acima de encaixa aos padrões de determinados domínios por possuírem uma área geográfica, a questão do território (sua legalidade), onde um povo dentro de uma concepção coloca a organização jurídica. Exemplos são claros, como é o caso de Gondor, Rohan, Lindon, Lothlórien dentre outros, ou seja, no âmbito do reconhecimento de um Estado-nação existe o vínculo e uma aceitação mútua da organização de cidadãos livres em prol de uma identidade comum materializada em um Estado composto um por um território soberano.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Com relação ao reino das Trevas da Terra Média na Segunda e Terceira Era, Mordor, é importante ressaltar sua pré-determinação como um “Estado” soberano e sua geopolítica adotada com o intuito da administração de outros domínios soberanos a qualquer custo, embora tal ação sempre fora movida por “instintos” equívocos. Claro que a idéia central de Brigadão não possui uma assimetria direta com a conjuntura de Mordor, ou no seu âmago, uma vez que não existe a prática e a política de se determinar o seu “Estado” como os demais no sentido de uma reunião de povos livres. Entretanto, é plausível afirmar mesmo de forma indireta a existência de um pré-Estado a Mordor e/ou um avanço na qual poder-se-ia constatar evidências ao entorno da territorialidade num sentido de controle de terras, principalmente dentro dos domínios das Ephel Dúath e Ered Lithui e em outros pontos considerados como enclaves que faziam frente aos povos livres, Moria, Dol Guldur, Gundabad, Minas Mórgul e Umbar.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Ainda neste sentido, no qual a questão da territorialidade é aplicada aos povos livres da Terra média e de forma indireta, Mordor, constata-se a aplicação do termo “território” por Tolkien em sua abordagem a Arda através de suas experiências acadêmicas e empíricas (este último no sentido da realidade nos campos de batalha da Primeira Guerra e pela situação geopolítica e social da Europa); pode-se então fazer uma revista às origens. Portanto, Zilá Mesquita 1995, cita uma referencia de Gottmann (1973, p 16), onde o conceito de território deriva do latim “terra” (terra) e “pertencente a” (torium). Tal termo foi inicialmente aplicado aos distritos que margeavam uma cidade, que por sua vez, tinha uma jurisdição. A referencia é inicialmente aplicado às cidades-estado da Grécia clássica, e depois, na descrição das jurisdições de cidades italianas medievais. Mas território implica na divisão das forças políticas.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Ora, há uma nítida atribuição ao termo território aos domínios da Terra média, como verificados nas realidades de Lindon, Imladris, Lothlórien, Valle e Cidade do Lago respectivamente com uma legalidade jurídica tendo como base, o plano geográfico.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Como fora mencionado acima, a questão do território está vinculada à soberania, termo imprescindível na compreensão de um Estado livre, ao contrário das intenções geo-estratégicas de Mordor. Para compreender melhor, Taylor citando Hinsley (1966, p.26) evidencia assim o vínculo entre território e soberania quando</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> O significado moderno de território está intimamente ligado ao conceito autêntico de soberania. Na verdade, este é um modo pelo qual pode ser distinguido da definição usual. Soberania implica a existência de uma autoridade absoluta e final numa comunidade política. Este conceito não se desenvolveu no mundo clássico grego - territórios da cidade não eram soberanos. Hinsley delineou o conceito remontando ao Império Romano e o imperium do imperador sobre o Império. Isto é: uma dominação política pessoal sem elo territorial explícito, dadas as reivindicações universais do império. É este o conceito que foi transmitido para a Europa Medieval como Lei Romana e que é conservado em linguagem moderna quando um rei ou rainha é aclamado o soberano de um país. É a junção de ordem e soberania que fornece a base do moderno sistema interestatal. Apareceu ainda no século 15, depois de 1494 e acabou com o Tratado de Westfalia de 1648. Este tratado é geralmente interpretado como o primeiro que definia uma lei internacional moderna. Reconhecia que cada estado era soberano no seu próprio território: isto é, a interferência nos assuntos internos de um país era a primeira transgressão da lei internacional. O resultado foi o reconhecimento formal de uma Europa partilhada em 300 unidades soberanas. Esta foi a base territorial original do moderno sistema interestatal - o primeiro mapa político do mundo. Este primeiro mosaico de soberania foi um resultado direto dos conflitos [p. 77] resultantes das guerras religiosas na Europa no despertar da Reforma e da Contra-Reforma. A política crucial corrente daquele tempo era ordem e estabilidade, ou melhor, a sua ausência, e o estado territorial surgiu como solução para o problema de segurança (Herz, 1957, citado por Taylor (op. cit., 1985).</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">O conceito de território associado a um Estado e soberania era muito contraditório na máquina que movia Mordor, pois Sauron, embora forjasse uma aliança com quem era a seu favor, estava na verdade indo à contra-mão do direito da liberdade e a idéia de soberania e autonomia dos outros reinos da Terra média.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">O antagonismo se manifesta vigente porque o direito à liberdade e as manifestações deste domínio eram nulas, justamente pela falta de identidade bem como no âmbito de desejo unilateral pelo controle do poder nas mãos de um único ícone, personificado em Sauron. Mesmo assim, como foi abordada nas palavras de Hinsley a junção da ordem e soberania além das dimensões territoriais se fariam presentes em Mordor.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Assim, essas colocações dão uma dimensão de como a complexidade na determinação de uma conjuntura concreta de Mordor se torna difícil, pois este território é na pratica um “não lugar” pela falta das origens, da identidade única e intrínseca na determinação da existência e afirmação do “lugar”. O que torna um “lugar” como verdadeiro “lugar” são as relações entre os cidadãos manifestados pela identidade única de pertencimento, e em Mordor, era difícil pelo próprio antagonismo existente.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><em>Consciência territorial e territorialidade</em></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Como se torna possível uma relação dentro de uma consciência territorial e territorialidade a Mordor? De certa forma, é complexo e difícil de ter uma compreensão ampla, mas é possível transpor a questão da consciência quando se busca resposta em determinados povos como Rohan, Valle, Gondor ou os elfos de Mirkwood. A territorialidade que comumente estes povos assumem, tendo ou não consciência disso é a territorialidade familiar, um primeiro passo, quando no território se vivencia as práticas, e pela identidade com o mesmo, por sentimentos de solidariedade, além claro, da competição no território familiar. As manifestações culturais, os usos, costumes, linguagem caracterizam outro aspecto da territorialidade dentro de um espaço físico. Essas atribuições aos povos que habitavam Mordor são complexas e difíceis de se manifestarem como nos outros reinos citados, justamente pela falta de referência à prática familiar, pilar importante na construção da conjuntura do Estado, como entidade representativa de um povo.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Uma possibilidade de compreensão do sentimento de pertencimento com o espaço físico de Mordor, bem como a simples reorganização estatal se mostra após a destruição de Sauron e, seu reino geo-estratégico com o fim do Um Anel. Aos homens que habitavam Nurn e domínios adjacentes foram concedidas as amplas terras deste território, tanto ao norte como ao sul. Compreende-se assim, o surgimento de um novo domínio, nova gestão, novo espaço de vivências, trocas, relações sociais que se encaixam numa moldura de estado como já concretizado em Rohan, Valle ou Gondor.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Ainda, para deixar evidente a complexidade na determinação do Estado de Mordor, Arjun Appadurai (1990) fala em “nação”, incluindo ainda noções sobre língua, origem comum, consangüinidade e várias outras concepções de etnia. Ainda assim, a base lógica, política e jurídica, fundamental no sistema de Estados é a soberania territorial, mesmo que compreendida de forma complexa e articulada de modo delicado em cenários pós-imperiais específicos, como poderia ter ocorrido caso houvesse uma supremacia mordoniana sobre os demais povos da Terra média.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Deste modo, fica evidente que inúmeras referências poderiam ser identificadas para destrinçar toda a conjuntura política e ideológica dos domínios territoriais de Mordor. Razões que perpassam o contexto social, econômico, político e cultural exercem considerável influência como variantes indispensáveis e, mesmo assim, difícil de delimitar argumentos proeminentes claros que possam enraizar as concepções de um estado único, soberano que carrega em si, todos os aspectos necessários à vida ou funcionamento da máquina estatal deste domínio territorial dentro de um statu quo como são os casos de Rohan ou Valle.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><em>Adendo</em></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Este adendo faz parte de um simples material que foi anteriormente escrito, mas somente agora aproveitado como conteúdo do artigo exposto acima. É fundamental compreender que tais informações abaixo com relação aos números não são precisas, pois o próprio J R R Tolkien não deixou claro os efetivos tanto militares quanto civis dos povos da Terra média. Algumas informações que estavam dispersas no contexto histórico foram levadas em consideração para concluir esta análise.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">O importante neste adendo é o leitor ter a compreensão de como se torna possível visualizar os aspectos geográficos no mundo da Terra média, não apenas no sentido comum ou simples, mas no fato de como as relações humanas se tornam “reais” neste mundo fictício quando os dois mundos são sobrepostos em um espaço geográfico, ou seja, aquele espaço onde houve intervenção humana e continua em profundas transformações, uma vez que o espaço geográfico é dinâmico.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">O dinamismo sempre foi algo intrínseco à Terra média ao longo das Eras que por sua vez se manifestou de diversas formas com o aparecimento dos anões, elfos, homens e orcs sobre este imenso continente de Arda.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><em>Regiões e reinos afins</em></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Uma questão bastante interessante de se levantar sobre a Terra Média seriam os aspectos humanos (porque não dizer “orcnianos” também) e ambientais sobre este continente. Este adendo tem uma proposta diferente de abordar Mordor e adjacências; informações para aqueles que já conhecem e, uma novidade ao leitor que ainda não se deu por conta de como é possível compreender a natureza vinculada à terra do Senhor do Escuro.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><em>Características</em></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Levando em consideração todas as dimensões territoriais da Terra Média, ou seja, as porções além de Forodwaith ao Norte, as vastas regiões ao Sul de Haradwaith, Mordor se localiza na região centro–sudoeste do continente.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> Este “domínio” é cercado por amplas cordilheiras de montanhas que vão desde o Sul passando pelo Oeste e Norte; tendo uma abertura ampla através dos limites orientais com o Reino de Khând Superior. A cordilheira do Sul recebe o nome de Montanhas das Sombras e, quando atinge os limites ocidentais torna-se Ephel Dúath. Ao Norte, onde há a formação de um amplo vale que vai à direção ao Morannon, essa cordilheira recebe o nome de Ered Luin, ou, as Montanhas de Cinza.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Este território é bastante disforme sendo possível verificar amplas planícies, especificamente nas proximidades com o Lago interno de Núrnen. Seguindo em direção ao Norte pelos domínios internos há uma bifurcação entre as Ered Luin com as Ephel Dúath, formando uma espécie de escudo bastante escarpado onde, à frente, tem-se o grande planalto de Gorgoroth, região esta que, possui uma das maiores concentrações populacionais de homens e orcs. É também nestes domínios que se localiza a grande fortaleza de Barad Dûr (reduto de Sauron) e o Vulcão Orodruin (Montanha da Perdição). Nestas porções que se encontra a maior parte da população de Mordor, uma população estimada ultrapassa possivelmente a casa dos 175.000 habitantes (Terceira Era – Guerra do Anel). Neste aspecto populacional é mister observar a seguinte distribuição:</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> Minas Mórgul: antigamente pertencia a Gondor, era a casa de Isildur. Antes era conhecida como Minas Ithil, a Torre da Lua. Entretanto, o local passou para o domínio de Sauron, quando da fraqueza e falta de atenção dos numenorianos com o novo despertar dos habitantes da Terra das Sombras. Após a conquista de Cirith Ungol, uma nova investida foi feita contra Gondor e, Minas Ithil foi invadida e dominada pelos Nazgûl no ano de 2002 da Terceira Era, passou a se chamar Minas Mórgul, a Torre da Bruxaria. Com os passar dos anos, até chegar os eventos da Guerra do Anel, esta fortaleza apresentaria uma população estimada entre 20.000 a 30.000 habitantes. É importante levar em consideração que, nesta estimativa, além dos guerreiros, os trabalhadores (servos e escravos) de Minas Mórgul são levados em consideração considerados.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Mordor: estima-se pelo menos 70.000 a 120.000 a população mordoniana que habitavam regiões como os planaltos de Gorgoroth, o vale de Udûm e os contrafortes de Morgai até as proximidades de Cirith Ungol.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Mesmo Mordor sendo uma ampla região desolada, havia em certas partes deste domínio uma concentração populacional de relevância. Podem-se citar as planícies cinzentas (Lithlad) e regiões férteis nas proximidades do grande lago interno, o Núrnen. Nas planícies lacustres de Núrnen e adjacências observa-se a presença de atividades voltadas para a subsistência e, possivelmente o excedente do entreposto era voltado para as trocas comerciais entre as áreas intra-Mordor e Mordor, principalmente com os povos de Khând e Harad, ao sudeste e sul respectivamente.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Tais atividades são consideradas como espécies de “fazendas” e afins. Havia a produção de alimentos, armamentos de uso individual e/ou coletivos, roupas e etc. Mesmo com sua autoprodução, Mordor necessitava das trocas comerciais advindas de Khând, Harad, Rhûn e Umbar e, tais trocas também se davam com o uso de escravos; como moeda de circulação. Estes escravos eram trazidos a Mordor pelas estradas que estavam localizadas a sudeste vinda desde Umbar passando por Harad e Khând até entrar nos domínios da Terra Negra; atravessava as planícies de Núrnen e Lithlad até entrarem nos planaltos de Gorgoroth e Udûm. Eles eram usados principalmente para os trabalhos nas produções agrícolas e podiam ser provenientes tanto dos reinos acima citados e até de regiões gondorianas como Harondor, (Gondor Meridional).</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Tendo em vista os contextos geopolíticos, Mordor era considerada uma potência re-emergente com grande relevância local e internacional na Terra Média. Tal poderio era feito muitas vezes pela lei da força, o uso de intervenções militares em regiões fora de seus domínios originais para assim, atender suas necessidades “básicas”. Através de um consenso individual (grifo meu), tais relações de poder nem sempre eram executadas através da usurpação propriamente dita. Havia períodos harmoniosos entre Mordor e reinos aliados, tendo em vista que, Sauron não poderia agir sempre na base da força, opressão e da violência (muitos homens destes reinos aliados recebiam de bom grado Sauron, bem como seus conselhos), mas sim através do dialogo e da comercialização legal de entrepostos. Isso é um fator vital para a conservação da ordem e manutenção das relações internacionais sem maiores prejuízos a ambos os reinos. A população circulante devido os motivos comerciais e militares era da ordem de 25.000 a 40.000 habitantes dependendo do período e outras situações que envolviam o interesse de ambos; vale ressaltar que esta população se dava numa rota oriental, o oposto de Harondor e Gondor, devido às ameaças e resistências ali existentes durante a época da Guerra do Anel.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Harad: De acordo com o Retorno do Rei, as forças de Harad pró Mordor perfaziam um número de 18.000 guerreiros. Ainda de acordo com os efetivos de Harad, esse número era bem maior do que os 18.000 (1) que foram para os Campos de Pelennor. As escrituras também dizem que, o povo de Harad era numeroso; uma região que, mesmo desolada; era populosa; provavelmente a densidade demográfica de Harad era pequena pela sua extensão territorial. O mais provável é que a população média dos haradrim (incluem-se homens, mulheres e crianças, seja da ordem de 300.000 habitantes – grifo meu – sendo então o fator proporcionalidade uma variável importante. A população de região de Harad Próximo como fora citado era por volta dos 300.000, que vai de acordo com a realidade e as circunstâncias ambientais aplicadas ao mundo fictício da Terra Média.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> <strong><em>Notas</em></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">(1) Por quê esse número? Simplesmente porque quando Rohan partiu para os campos de Pelennor, a sua forças eram em torno de 6.000 homens. Os haradrim eram três vezes o numero do rohirrim, portanto, são 18.000 provenientes de Harad).</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong><em>Referências Bilbiográficas</em></strong></p>
<ul>
<li>
<div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002.</div>
</li>
<li>
<div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. Contos Inacabados: São Paulo: Martins Fontes, 2007.</div>
</li>
<li>
<div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Simarillion: São Paulo: Martins Fontes, 2007.</div>
</li>
<li>
<div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">BRIGAGÃO, Clóvis et alii. (Orgs.). Estratégias de negociações internacionais. Rio de Janeiro: Aeroplano Editora/Centro de Estudos das Américas, 2001. p. 32-59.</div>
</li>
<li>
<div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">MESQUITA, Zilá &amp; BRANDÃO, Carlos Rodrigues (Orgs.). Territórios do cotidiano; uma introdução a novos olhares e experiências. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS; Santa Cruz do Sul, RS: Editora da UNISC, 1995.</div>
</li>
<li>
<div style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">HUNTINGTON, Samuel P. O choque das civilizações e a recomposição da ordem mundial. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.</div>
</li>
</ul>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Harondor e suas características ambientais</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 06:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Pelliccione Filho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>

		<category><![CDATA[Ambientais]]></category>

		<category><![CDATA[Harondor]]></category>

		<category><![CDATA[massar de ar]]></category>

		<category><![CDATA[Topográfico]]></category>

		<category><![CDATA[Vegetação]]></category>

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		<description><![CDATA[Segue abaixo uma descrição a respeito das características ambientais da região de Harondor. É fundamental salientar que tais análises não passam de um ensaio (tosco) porque, na prática, esta se trata de uma região fictícia do mundo Tolkien. Entretanto, várias características da mitologia são encaixadas às características de determinados domínios naturais do mundo bem como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Segue abaixo uma descrição a respeito das características ambientais da região de Harondor. É fundamental salientar que tais análises não passam de um ensaio (tosco) porque, na prática, esta se trata de uma região fictícia do mundo Tolkien. Entretanto, várias características da mitologia são encaixadas às características de determinados domínios naturais do mundo bem como às questões sociais (este não é objeto de análise). O próprio autor deixa muito claro quando das sociedades da Terra média na descrição das características através de uma ampla obra do pesquisador Michael White, que em seu livro Tolkien Uma Biografia trabalhou em cima dos contextos que influenciaram direta e diretamente J R R Tolkien no desenvolvimento da literatura ímpar a respeito de Arda.</em></p>
<p><em></em></p>
<p><strong>Harondor</strong></p>
<p>Para melhor compreensão dos fatos é importante informar que Harondor dentro da literatura tolkieniana é uma região que pertence a Gondor, uma espécie de província que durante muitos anos foi palco de disputas territoriais entre o reino numenoriano contra os reinos de Harad e Khând.</p>
<p>Em determinados períodos entrava também em luta contra a província gondoriana de Umbar, que se localizava bem ao sudoeste de Harondor nos limites meridionais das “Southerlands”, ou precisamente Haradwaith.</p>
<p> </p>
<p><strong>Aspectos físicos</strong></p>
<p>Na extremidade oeste de Harondor à sua margem está o grande mar de Belegaer, tendo no litoral uma vegetação litorânea típica de regiões costeiras de climas quentes devido às influências das correntes marítimas quentes e úmidas vindas do grande mar e, no sentido contrário, em direção ao leste, o terreno é composto por grandes áreas de planícies e pouca vegetação. De um modo geral esta vegetação é rasteira e esparsa, com presença de mata seca nos períodos de maior estiagem. Harondor está localizado numa faixa que se aproxima de uma zona intertropical, com temperaturas mais elevadas ao longo do ano; um clima tendendo para o semi-árido. A presença de rios é muito pouca, tendo em vista suas características geográficas e, os principais cursos d’ água são o rio Poros ao norte nos limites com Ithilien do Sul e ao sul o rio Harnen na fronteira com Harad. Essas características são resultantes do comportamento climático, muita incidência de radiação solar (muito quente) e alta taxa de evaporação. Tendo em vista a presença de um clima semi-árido, predominam as plantas xerófilas, isto é, adaptadas ao clima quente e seco, tais como as cactáceas e arbustos de folhas pequenas e raízes compridas.</p>
<p>Pelas características da ampla região, nota-se que Harondor sofre influência das massas de ar quentes e secas vindas dos longínquos domínios de Khând e Haradwaith, o que por sua vez contribui para que o clima na província de Gondor tenha características semidesérticas. Massas de ar vindas de Mordor não alteram o comportamento climático em Harondor; ao atravessarem o complexo das Ephel Dúath nas encostas oeste, já perderam toda a umidade contribuindo para a escassez de umidade (chuvas).</p>
<p>Na cordilheira das Ephel Dúath há a presença de sedimentos na encosta leste o oeste. Tais sedimentos são formados pelo intemperismo externo sejam eles químicos ou mecânicos, como a ação das chuvas, ventos, agentes microbiológicos e a própria interferência antropológica no local. Ao norte de Harondor próximo ao rio Poros há o início de amplas florestas no sopé ocidental das Ephel Dúath por estarem sob o domínio de Ithilien. A cordilheira é considerada um grande maciço rochoso, uma prova viva dos eventos geológicos provenientes de eras passadas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Aspectos físicos das adjacências (Mordor)</strong></p>
<p>Analisando por outro aspecto, a grande cordilheira é uma espécie de barreira natural contra o território de Mordor, se levar em consideração os aspectos naturais. Os ventos quentes e úmidos advindos do mar quando chegam e se encontram com a barreira montanhosa tem uma baixa e/ou quase insignificante presença de chuvas na porção ocidental e, quando se passa a sotavento as massas de ar já estão totalmente secas, pois perdeu umidade na barreira orográfica. Esse é um dos fatores que explica a grande desolação de Mordor, com suas terras desérticas ao longo de seus domínios sombrios. Assim, fatores naturais e ambientais explicam os comportamentos ambientais. Após passar as Ephel Dúath tem-se a presença do grande e desolado planalto de Gorgoroth ao norte (ao sul de Mordor a desolação de Nurn). Ainda de acordo com o croqui verifica-se em seguida a presença da grande Montanha da Perdição, esta que é um resultado ativo dos processos geotectônicos no território de Mordor.</p>
<p>Passando a Montanha da Perdição verificam-se as regiões de depressões e planaltos com menores altitudes, mas com consideráveis acidentes, até chegarmos nas grandes serras que fazem parte dos domínios do Vale Escondido.</p>
<p>A associação entre o real e o imaginário se faz importante dentro de um contexto mais amplo, uma compreensão interdisciplinar dos aspectos geográficos e sociais na mitologia da Terra média. Estreita-se o elo das relações entre mundos completamente opostos, mas ao mesmo tempo tão próximos de nossas realidades que passaram e tornaram históricos como as presentes que envolvem nossas sociedades.</p>
<p> </p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<ul>
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002.</li>
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Simarillion. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</li>
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. Contos Inacabados. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</li>
<li>WHITE, Michael. Tolkien uma biografia. Rio de Janeiro: Imago, 2002.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Anexos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/11/mordor_perfil-topografico.jpg"><img class="size-medium wp-image-298 aligncenter" style="margin-top: 1px; margin-bottom: 1px; border: black 2px solid;" title="mordor_perfil-topografico" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/11/mordor_perfil-topografico-300x64.jpg" alt="" width="300" height="64" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Númenor: um perfil geográfico - Parte 1</title>
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		<comments>http://duvendor.com.br/khamul/?p=280#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 11:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Pelliccione Filho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>

		<category><![CDATA[Escarpa]]></category>

		<category><![CDATA[Ilha]]></category>

		<category><![CDATA[Númenor]]></category>

		<category><![CDATA[Promontório]]></category>

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		<description><![CDATA[Númenor foi um lugar criado e destinado aos Edain, um presente dos Valar com permissão de Eru Ilúvatar; uma ilha separada dos dois continentes por um imenso oceano. Geograficamente ficava mais perto de Aman, especificamente da ilha de Tol Eressëa do que da Terra média, continente que se localiza a leste de Arda. A essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">Númenor foi um lugar criado e destinado aos Edain, um presente dos Valar com permissão de Eru Ilúvatar; uma ilha separada dos dois continentes por um imenso oceano. Geograficamente ficava mais perto de Aman, especificamente da ilha de Tol Eressëa do que da Terra média, continente que se localiza a leste de Arda. A essa ilha foram designados vários nomes, como Andor, a Terra da Dádiva, Elenna, que significa Na Direção das Estrelas, Andûnê, que significa Ponente ou Númenorë, no idioma alto-eldarin.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Era uma ilha que se localizava no meio do mar de Belegaer entre Aman e a Terra média o povo que ali habitou era na maioria da casa de Elros, irmão de Elrond e filho de Eärendil. A população no início dos primeiros reis era relativamente pequena, mas com os passar dos anos e com o apogeu de seu reinado, a população se tornou alta e com o passar dos anos aumentou cada vez mais. Os habitantes de númenor tinham uma vida mais prolongada em relação aos homens da Terra média [2].</span></p>
<p><span style="color: #000000;">De acordo com o mapa oficial de Tolkien, Númenor possuía uma porção central de cerca de 250 milhas de diâmetro, de norte a sul e de leste a oeste e se parecia muito com a forma de uma estrela, e cada ponta da mesma era um grande promontório [3] peninsular.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Cada promontório tinha um nome, e cada um com suas peculiaridades (características) físico-ambientais. As populações ocuparam as penínsulas [4] de formas diferenciadas bem como as atividades ali empregadas de acordo com recursos naturais existentes.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Os promontórios eram assim chamados:</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #000000;">Forostar (Terras do Norte)</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>Adustar (Terras do Oeste)</em></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>Hyarnnustar (Terras do Sudoeste)</em></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>Hyarrostar (Terras do Sudeste)</em></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>Orrostar (Terras do Leste).</em></span></li>
</ul>
<p><span style="color: #000000;"><em><strong>Forrostar</strong>:</em> de toda Númenor era a região menos fértil. Isto se justifica pela geologia e geomorfologia, uma vez que os terrenos eram em sua maioria pedregosos e pouca concentração vegetativa (árvores), entretanto, havia bosques de abetos [5] e lariços [6] principalmente nas charnecas das regiões elevadas nas encostas ocidentais que eram cobertas por urzes [7] Nas áreas mais setentrionais, observam-se os grandes acidentes geomorfológicos e o principal pico, o Sorontil com grandes escarpas [8] formando impressionantes penhascos.</span></p>
<p> <span style="color: #000000;"><em><strong>Andustar</strong>:</em> uma das mais belas e fascinantes regiões de Númenor. Em Andustar havia uma considerável concentração de áreas verdes, precisamente as florestas de abetos com suas faces para o mar. Ao norte desta província uma composição do terreno bastante rochoso e acidentado. Três pequenas baías ficaram para o oeste ajustadas nos planaltos da região. A baía que ficava mais ao norte era chamada de Baía de Andúnië, onde havia o porto e a cidade com o mesmo nome. Era uma das regiões mais povoada deste promontório. Na região sul, era a mais fértil de Andustar, pois havia a presença de grandes florestas, e as bétulas [9] e faias [10] eram muito comuns nas áreas mais elevadas e podia-se verificar a presença de carvalhos olmos [11] nas áreas de formação planas e em fundo de vales.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Entre Andustar e Hyarnnustar ficava a Baía de Eldana onde ficava o mais belo de todos os portos de Númenor, o Eldalondë, O Verde, e uma das áreas portuárias mais movimentados da ilha, principalmente no comércio com os Eldar de Eressëa. rio Nunduinë que vinha de Mittalmar passava em Eldalondë e antes de desaguar no mar formava um pequeno lago chamado Nísinen e devido à abundância de vegetação exalava uma doce fragrância por todas as margens do lado e do rio. Como era de fato uma região rica em diversidade ambiental pelas formações das áreas verdes havia outros córregos e riachos por toda Andustar.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em><strong>Hyarnnustar</strong>:</em> conhecida como as Terras do Sudoeste possui uma considerável formação montanhosa ao oeste com a presença de grandes penhascos nas costas do oeste e sul. A região mais fértil e quente desta província era no leste, e os vinhedos dominavam a paisagem local. O principal rio era o Siril. A população que ali habitava era na sua maioria composta por pescadores que moravam em aldeias; a principal, Nindamos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em><strong>Hyarrostar</strong>:</em> neste promontório havia áreas verdes onde as arvores eram de diversas espécies, e a principal era a laurinquë. Devido a abundancia de arvores, Hayarrostar fornecia muitas madeiras para a produção (fabrico) de navios. O rei Tar Aldarion praticava a silvicultura  sendo destinadas para os estaleiros e para serem usados na construção de imóveis e moveis e em outros utensílios em várias cidades da ilha.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em><strong>Orrostar</strong>:</em> era o celeiro da grande ilha, uma parte considerável da produção alimentícia estava estabelecida nesta província, principalmente os cereais próximos às divisas de Arandor. Entretanto, vale ressaltar que mesmo Orrostar tendo aptidão para as plantações, outras províncias também forneciam alimentos, desde pescados passando pelos rebanhos de ovelhas e criação de aves.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em><strong>Sistema de Transporte</strong>:</em> o principal meio de transporte era o cavalo, e tanto homens como mulheres faziam uso da equitação e tratavam os animais com prazer, amor e honras. Havia várias estradas que ligavam o país, mas eram sem pavimentação em sua maioria, justamente por causa da prática da equitação. O maior porto da ilha ficava na cidade de Romena ao leste, e Armenelos era a capital e principal cidade numenoriana. O comércio nacional era feito através da navegação, principal meio de transporte para os  produtos dentro e fora do país, principalmente entre os povos que habitavam Lindon ao noroeste da Terra média, na cidade portuária de Umbar, esta que ficava bem ao sul do continente, depois das terras de harondor e porções ocidental de Harad, e em regiões próximas a foz do Grande Rio até ao porto da cidade de Pelargir.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A exploração de pedras (rochas) também se tornou comuns e o material extraído da natureza era proveniente das terras do sul. Outros recursos como os minerais eram encontrados, dentre eles o minério de ferro e o cobre; ambos poderiam ser explorados para o uso na construção civil, mas principalmente para a produção de armamentos, como espadas, lanças, escudos, arcos, lâminas de machados, facas, roupas de guerra e etc.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;"><em><strong>A província central de Mittalmar</strong></em></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Essa província possuía uma paisagem bastante diversificada, desde grandes planaltos passando pelos prados, e havia áreas verdes, mas muito poucas se comparada às outras províncias (promontórios). Nas regiões onde havia os planaltos, poder-se-ia verificar a presença de grandes contrafortes montanhosos (ou serranos), e no centro havia uma imponente montanha chamada Meneltarma, Coluna dos Céus, lugar consagrado à adoração de Eru Ilúvatar. O monte podia ser escalado até certo ponto próximo ao pico. O restante do trajeto era feito por meio de uma escada que foi construída em forma de espiral começando na parte sul e terminando na parte norte do pico. Muitas pessoas ali cabiam e nunca ninguém podia dizer alguma palavra, salvo o rei, assim como não portavam armas ou ferramentas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A região adjacente ao monte era formada por planícies que se ligavam as raízes do monte Meneltarma que automaticamente se ligavam nas direções dos cinco promontórios. avia ainda duas regiões administrativas em Mittalmar, Emerië caracterizado por pradarias ondulantes, conhecidas como a principal região dos Pastores de Ovelhas. A outra região é Arandor a nordeste de Mittalmar.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Percebe-se assim que Númenor apresentava uma grande diversidade ambiental associado a belas paisagens naturais e geográficas e uma gama de atividades comerciais, fazendo valer o grande presente dos Valar aos Dúnedain. Entretanto com o passar dos anos como se verá na segunda parte, os reis entraram na soberba, o desejo pelo poder e pela imortalidade, a profanação a Eru, a Guerra contra os Valar, o que levou a ruína aos descendentes de Elros restando poucos que foram fiéis às tradições e obediência aos representantes de Eru, mas que mesmo assim conseguiram se sobressair pela misericórdia e amor do Um e formaram Reinos Grandiosos como Arnor e Gondor em anos posteriores e que estão entre os maiores reinos dos homens de Arda em todos os tempos.</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Notas</strong></span></p>
<ol>
<li>Esse texto faz parte de uma série de dois trabalhos sobre o reino de Númenor. A parte 1 é destinada a fazer uma apresentação dos aspectos geográficos, uma visão clara e sucinta da ilha. A parte 2 será um trabalho mais detalhado onde os aspectos políticos, geopolíticos, históricos e sociais serão trabalhados tendo em vista os projetos de expansão e dominação numenoriana na Terra média ao longo da Segunda Era.</li>
<li>Isto se deu devido a um conjunto de fatores, pois Eärendil era casado com a elfa Elwing e seus dois filhos, Elrond e Elros tiveram a oportunidade de escolherem seus destinos. Elrond escolheu ser da raça dos elfos sendo então um imortal; Elros escolheu a raça dos homens se tornando um mortal, primeiro rei de Númenor e viveu cerca de 500 anos. A seus descendentes também foi concedida uma vida mais longa que a dos demais homens da Terra média onde a média de vida ultrapassava os cem anos de idade. Grandes feitos os homens fizeram como a ida de Eärendil até Aman solicitando socorro dos Valar em prol dos povos de Beleriand que estavam sofrendo com as violentíssimas investidas de Morgoth, primeiro Senhor do Escuro e Senhor de Angband bem como outras maravilhas que de certa forma mudaram e/ou ajudaram no destino dos povos da Terra média. Tais atitudes dos homens eram conhecidas dos Valar e que chegaram aos ouvidos de Eru Ilúvatar que a tudo via e ouvia, pois era o Deus supremo do universo (dentro da mitologia tolkieniana); isso em muito alegrou o coração de Eru e tais feitos dos homens já eram uma espécie de estrada pelo qual iriam passar nos grandes feitos de Arda, além do mais seriam eles os sucessores dos elfos no decorrer das Eras do mundo.</li>
<li>De acordo com o Dicionário é uma denominação dada aos cabos quando terminam por afloramentos rochosos e escarpados.</li>
<li>É uma extensão (ponta) de terra emersa cercada de água por todos os lados tendo uma única faixa de terra ligado ao continente.</li>
<li>Abeto é uma planta dos gêneros Picea e Abies. São árvores da família das coníferas, nativas das florestas temperadas da América do Norte, Ásia e Europa. Possuem folhas pequenas e aromáticas e são usadas como fonte de madeira, e de suas folhas é possível extrair um óleo que é usado na farmacologia.</li>
<li> É uma árvore nativa dos Alpes, e Cárpatos (Europa) e pertence a família das coníferas e sua madeira é muito resistente e elástica; muito utilizado nos curtumes de várias regiões.</li>
<li>São plantas da família Ericaceae e se encontram em regiões da Europa.</li>
<li>Escarpa: rampa ou um aclive em terrenos que aparecem nas bordas de serras, planaltos e etc. De acordo com o relevo brasileiro, há dois tipos de escarpas:<br />
    Escarpas Tectônicas – são as escarpas produzidas a partir de forças endógenas.<br />
    Escarpas de Erosão – são aquelas escarpas produzidas pelos agentes erosivos, tais como, a água, o vento, ou agentes microbiológicos.</li>
<li>É uma árvore da família da Betulaceae. São arbustos ou árvores de pequenos e médios portes provenientes de climas temperados do hemisfério norte.</li>
<li>São árvores do gênero Fagus da família Fagaceae. Árvores de folhas caduca, nativas das regiões temperadas da Europa, Ásia e América do Norte.</li>
<li>É uma árvore da família das ulmáceas, nativas da Europa, ou seja, de regiões mais frias, não existindo naturalmente nas zonas tropicais.</li>
<li>A silvicultura é uma atividade onde se plantam árvores para um único destino, o seu comércio no mercado consumidor. E de acordo com o site Ambiente Brasil, silvicultura seria: “Entende-se por silvicultura, o ato de criar e desenvolver povoamentos florestais, satisfazendo as necessidades de mercado”.</li>
</ol>
<p> <br />
<span style="color: #000000;"><strong>Referência Bibliográfica</strong></span></p>
<ul>
<li><span style="color: #000000;">TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. Contos Inacabados: Martins Fontes. São Paulo, 2007.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. Silmarillion: Martins Fontes. São Paulo, 2007.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio. O mini dicionário da língua portuguesa: Nova Fronteira.Rio de Janeiro, 2000.</span></li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lari%C3%A7o-europeu"><span style="color: #000000;">http://pt.wikipedia.org/wiki/Lari%C3%A7o-europeu</span></a><span style="color: #000000;"> – consulta em 18/10/08</span></li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abeto"><span style="color: #000000;">http://pt.wikipedia.org/wiki/Abeto</span></a><span style="color: #000000;"> – consulta em 18/10/08</span></li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Urze"><span style="color: #000000;">http://pt.wikipedia.org/wiki/Urze</span></a><span style="color: #000000;"> – consulta em 17/10/08 </span></li>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9tula"><span style="color: #000000;">http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%A9tula</span></a><span style="color: #000000;"> – consulta em 17/10/08</span></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>As complexidades das relações do mundo real e da Terra média (territórios e fronteiras)</title>
		<link>http://duvendor.com.br/khamul/?p=241</link>
		<comments>http://duvendor.com.br/khamul/?p=241#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 13:04:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Pelliccione Filho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>

		<category><![CDATA[Fronteiras]]></category>

		<category><![CDATA[Poder]]></category>

		<category><![CDATA[Território]]></category>

		<category><![CDATA[Tolkien]]></category>

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		<description><![CDATA[A Idade Contemporânea assistiu a grandes mudanças geográficas, onde as dimensões territoriais foram e continuam até hoje inconstantes. Países tradicionais perdem território, países são criados e uma nova ordem nas dimensões e comportamentos territoriais são introduzidos.
O fato de se referir a Idade Contemporânea não desconsidera os fatos ocorridos em passados como a Idade Antiga, Medieval [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Idade Contemporânea assistiu a grandes mudanças geográficas, onde as dimensões territoriais foram e continuam até hoje inconstantes. Países tradicionais perdem território, países são criados e uma nova ordem nas dimensões e comportamentos territoriais são introduzidos.</p>
<p>O fato de se referir a Idade Contemporânea não desconsidera os fatos ocorridos em passados como a Idade Antiga, Medieval ou Moderna, uma vez que existem diferentes exemplos a serem lembradas, significativas transformações decorrentes de uma política imperialista e expansionista, a exemplo de Alexandre o Grande da Macedônia, o rei Dario da Pérsia, os imperadores romanos, faraós do Egito, o próprio Napoleão Bonaparte, dentre outros.</p>
<p>A fim de que se tenha uma melhor compreensão, o homem sempre foi um personagem que acima de tudo buscou o poder, seja em uma empresa onde trabalha, no meio de um grupo de amigos, e principalmente quando se pensa na existência e atuação de um Estado; algo como referencia para ele ou para terceiros e a partir desse ponto a expansão e influência em territórios cada vez maiores, muitas vezes extrapolando suas próprias dimensões territoriais.</p>
<p><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/jrr-tolkien.jpeg"><img class="size-thumbnail wp-image-251 alignright" style="margin-left: 9px; margin-right: 9px; border: black 1px solid;" title="jrr-tolkien" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/jrr-tolkien-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>J.R.R. Tolkien deixou isso de forma muito clara em suas histórias épicas <a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/jrr-tolkien.jpeg"></a>narradas no Silmarillion, O Senhor dos Anéis dentre outros títulos de sua autoria, como que a mobilidade as fronteiras e os comportamentos territoriais se deram de forma muito abrangente e complexa.</p>
<p>Referências diversas Tolkien teve para criar uma ficção onde suas narrativas quando lidas se transformam numa espécie de realidade que faz parte da sociedade mundial, dentre os quais: as transformações internacionais advindos das relações entre os países, onde o jogo de estratégia principal, o território era objeto de disputas, como as ocorridas na África através das ações das potências européias no final do século XIX que culminou com a 1ª Guerra Mundial, conflito que envolveu um contingente muito expressivo de soldados, a ação intensiva das potências até então existentes como a Alemanha, Itália, França, Inglaterra dentre outras.</p>
<p>Todo esse contexto das mudanças nos mapas africanos e europeus em que o território sofreu modificações influenciou Tolkien em seus trabalhos, além das mudanças culturais e sociais no qual o mundo presenciara, soma-se a isso sua enorme habilidade para criar o mundo de Arda, seu poder de criação do fictício que se transforma no real a partir do momento da materialização na forma escrita. Além desses contextos é mister ressaltar a importância que o mundo acadêmico contribuiu de forma direta e indireta nesse processo do imaginário se apresentando como elemento crucial no dia-a-dia na vida do autor.</p>
<p><em></em></p>
<p><em><strong>Mobilidade Territorial</strong></em></p>
<p>A palavra território é ligada às relações de poder, e de acordo com Desmond Morris é um território que possui um espaço definido. É muito comum identificar nas obras vários momentos onde as pessoas são levadas a defender através do combate corporal os seus espaços que, num passado, foi conquistado seja de forma pacífica ou pelo uso da força.</p>
<p>As invasões que Gondor sofreu em muitos períodos da 2ª e 3ª Era pelo povo de Mordor, dos Sulistas, dos Orientais ou dos orcs do Norte são exemplos de transgressões do território e avanço das fronteiras estabelecidas. Outro caso muito interessante é o de Valle e Erebor onde a perda do território foi completa durante muitos anos pelas investidas dos dragões, sendo que, se compararmos novamente as nossas realidades seria o mesmo que:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O exército invasor usurpando o território nacional, a gangue movendo-se para um distrito rival, o transgressor pulando o muro de um pomar, o assaltante invadindo uma casa, o valentão empurrando uma fila para frente, o motorista tentando roubar um espaço para estacionar, todos esses intrusos estão sujeitos e deparar com a resistência, que varia a vigorosa à selvagemente violenta. (Morris Desmond)</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a observação feita por Desmond fica claro como que seus argumentos se encaixam nas relações entre os povos da Terra média, ou seja, de alguma forma o território sofre invasões, seja ela por meio dos povos que são vinculados aos ideais (ideologia) de Morgoth ou Sauron, ou que estejam alinhados ao caráter élfico, ou humano dos povos que descendiam de Númenor ou de outras regiões do extremo Leste e Sul da Terra média.</p>
<p>Quando se faz uma leitura da história, do estilo de vida dos homens de Númenor e com os seus descendentes que vieram a colonizar a Terra média com os reinos de Arnor e Gondor, existe uma tendência aos leitores de terem algumas formas de entendimento acerca da territorialidade.</p>
<p>Uma das formas Desmond deixa claro quando algumas vezes se afirma cinicamente que “toda propriedade é roubo”, entretanto, seria o oposto. Desta forma, outra tendência é fazendo um paralelo com Arnor e Gondor</p>
<p><em>A propriedade enquanto espaço possuído e exibido como possuído, é um tipo especial de sistema de partilha, que reduz as brigas muito mais do que as causas. O homem é uma espécie cooperativa, mas também é competitiva, e sua luta pelo domínio tem que ser estruturada de algum modo, se é que se deseja evitar o caos. O estabelecimento de direitos territoriais é uma estrutura assim. Limita geograficamente o domínio. Sou dominante no meu território e você no seu. (Morris Desmond)</em></p>
<p>Situação como essa da partilha do território encontramos com clareza quando os gondorianos na regência de Cirion cedem Calenardhom a Eorl na Terceira Era, e a partir daí uma nova relação de territorialidade, onde se define os limites de Gondor e o então novo reino soberano de Rohan. Essa identificação de novos limites territoriais facilitou o estabelecimento de um novo re-ordenamento da ordem e identificação e delimitação das fronteiras, mesmo que fosse algo momentâneo, “este espaço é seu (Rohan) e este espaço é meu (Gondor)”.</p>
<p>Outro elemento inerente a territorialidade seria a bandeira, onde cada nação e/ou reino ostenta sua própria bandeira, uma personificação simbólica de seu status territorial. Exemplos Tolkien identificou em suas obras, como no caso de Rohan, Gondor, Isengard, Mordor dentre outros domínios territoriais.</p>
<p><em></em></p>
<p><em><strong>A Realidade das Fronteiras</strong></em></p>
<p>O termo fronteira é complexo levando em consideração a origem e história dos homens, elfos, orcs e outras criaturas. Numa concepção realística, Duroselle afirma que uma fronteira política é a separação entre duas soberanias. Isso se encaixa aos fatos relacionados ou criados por Tolkien, pois reinos soberanos existiram, Harad, Khând, Rhûn, Gondor, Arnor, Rohan e etc. A mobilidade das fronteiras foi muito bem detalhado por Tolkien em seus estudos dos mapas da Terra média, e como foi um personagem que atuou na 1ª Guerra Mundial, pode pessoalmente constatar o que significa o valor da fronteira, a dificuldade ela se manter ou então avançar, principalmente em períodos de guerra.</p>
<p><em></em></p>
<p><em><strong>Fronteira e sua amplitude Histórica</strong></em></p>
<p>Como fora um grande pesquisador, acadêmico, conhecedor profundo de diversas culturas bem como da forma e escrita de diversos povos, constata-se um contexto histórico para a palavra. Duroselle em seu trabalho Teoria das Relações Internacionais identifica a ambigüidade da palavra fronteira, onde o sentido é visto dentro de uma complexidade de diversos povos.</p>
<p>Constata-se que a palavra “fronte” existe em inúmeras línguas indo-européias, como o BHURVA, em Sânscrito; OQPUS, em grego; FRONTEM, em latim; A-BHRA, em gaélico; A-BRANT, em baixo bretão; até BROW, em inglês. Mas quando verificamos sua escrita em latim como um resultado de sua compreensão mais exata temos a palavra em FRONTIERE, FONTEIRA e etc para definir e dizer fronteira como elemento que estabelece limites. Também há referencias ao inglês, como na palavra BORDER que se originou do alto alemão antigo BORT, ou do inglês BOUNDARY.</p>
<p>E a todo o momento a marca das fronteiras foi estabelecido como elemento preponderante em Arda, tanto em Amam quanto na Terra média. Diferentes conflitos se deram de tal forma e/ou aconteceu por transgressões de fronteiras, quebra de soberania. Tudo isso era bastante comum no mundo real, principalmente nos paises da Europa e da África. Tolkien presenciou esses fatos quando a Alemanha ultrapassou suas fronteiras ao Oeste e ao Leste bem como a Rússia nas nações ditas “satélites” que estavam no centro Sul da Ásia e a Leste, e proporções a Nordeste da Polônia até os domínios da Finlândia.</p>
<p>A África, uma verdadeira colcha de retalhos, a cada ano sofria com as costuras das potências européias, desconsiderando todo o processo histórico de cada povo, suas origens, suas relações com o território.</p>
<p><em></em></p>
<p><em><strong>A Terra média dentro da concepção da Fronteira expressa</strong></em></p>
<p>A conquista de um território não é algo que podemos dizer “simples”; após uma determinada conquista, a delimitação de uma fronteira se torna um trabalho complexo e delicado seja nas delimitações do passado ou da atualidade. Sempre existiu o cuidado na determinação de marcos para as fronteiras. É evidente que os fatos relatados na Terra média a respeito das delimitações das fronteiras não se deu pela alta tecnologia, pelo geoprocessamento das informações dos terrenos via satélite, mas sim de maneira pré-estabelecida por elementos naturais e/ou construídos; da mesma forma que ocorreu com os Estados Nacionais do nosso mundo, a exemplo da Europa, Oriente Médio ou a África. Portanto, a questão da fronteira expressa é estabelecido por elementos naturais, rios, colinas, cadeia de montanhas e/ou construídos como fortes, torres, estradas e etc.</p>
<p>Essa idéia da fronteira expressa, portanto, pode-se materializar dentro dos contextos de Arda de forma indireta e até mesmo direta quando do estabelecimento de um novo país, a exemplo, Rohan na antiga região de Gondor, Calenardhon. Esse reino estabelecido fica entre Enedwaith ao Oeste e uma parte considerável de Gondor ao Leste e uma pequena porção territorial sob influência de Mordor. Nota-se que para a existência de Rohan, marcos foram usados como o Desfiladeiro de Rohan entre os contrafortes Sul das Montanhas Sombrias e os contrafortes Noroeste das Montanhas Brancas. Do extremo Oeste do Desfiladeiro de Rohan a partir do Rio Isen indo para o Norte tem-se os limites com Enedwaith, uma grande planície, para o Sul indo às direções das Drúwaith Iaur a Sudoeste e nas porções do rio Adorn, tem-se o Reino de Gondor. Ao mesmo tempo outro marco nas delimitações das fronteiras seria Isengard (marco construído) uma espécie de enclave a Rohan e ao mesmo tempo mostra o dinamismo com relação ao respeito à soberania entre o reino dos senhores dos cavalos e os descendentes de Númenor. Ao Norte nota-se outros elementos naturais como a Floresta de Fangorn, e a Nordeste o Grande Rio na junção com a província de Wold. Em direção ao Leste verificam-se as limitações das fronteiras nas colinas de Halifirien, marco entre Gondor e Rohan e nos limites dos encontros entre o Entágua e o Grande Rio. Assim, as delimitações se deram por fatores principalmente naturais e a estabilização das fronteiras foi um processo complexo e demorado onde o emaranhado das relações entre esses dois reinos foi fundamental.</p>
<p>Exemplos práticos são percebidos ao longo da história de nossa civilização contemporânea como é o caso da transição da fronteira da Argélia com o Marrocos, resultando no tratado de Lalla Marnia em 18 de março de 1845. Ficou estabelecido que:</p>
<ol>
<li><em>Do mar Mediterrâneo até Teniet es-Sassi, por uma extensão de oitenta quilômetros, a delimitação foi estabelecida com precisão.</em></li>
<li><em>Sobre uma segunda seção, de Teniet es-Sassi até Figuig, o tratado contentava-se em definir quais Kars, ou cidades fortificadas, seriam argelina e quais seriam marroquinas.</em></li>
<li><em>Ao Sul de Figuig, até Oued Guir, contentou-se em criar duas linhas que podiam ser postos de aduana e de guarda. “No território compreendido entre essas duas linhas, as tribos representando os dois governos poderiam comerciar livremente”.</em></li>
</ol>
<p>Essas relações de poder entre forças são complexas e delicadas como se viu no exemplo entre a Argélia e Marrocos, assim como na criação do reino de Rohan em Calenardhon. Postos foram criados a partir do estabelecimento das províncias de Rohan e Gondor dentre os quais se enquadram as linhas de dividas entre o Folde Oriental passando aos domínios de Halifirien/Anórien no qual os povos ali estabelecidos representariam os dois governos, onde uma relação comercial e livre se colocou presente. Além destes, outros casos das delimitações das fronteiras poderiam ser citados como o famoso <em>limes <strong><span style="color: #0000ff;">1</span></strong></em> romano.</p>
<p style="text-align: justify;">Constata-se uma magnitude de estudos sobre as fronteiras, onde em muitos casos, existe a possibilidade de fazer uma ligação com determinados eventos em Arda; tem-se uma lógica de pensamento onde J.R.R. Tolkien utilizou seus conhecimentos empíricos e acadêmicos que estavam ligados diretamente à conjuntura cultural, político e acadêmico da sociedade mundial no final do século XIX e inicio do século XX; ao fazer uma complexa rede de relações entre os reinos, principalmente da Terra média. Outras abordagens poderiam ser citadas aqui neste artigo, como a fronteira “avançada”, as fronteiras dos impérios e suas complexas redes, a fronteira linear, os estudos da utopia da “não fronteira”, entretanto, pela grande abrangência deste tema, o mais coerente é a produção de outro ensaio acerca dos dinamismos das fronteiras e dos territórios.</p>
<p>O dinamismo dos povos existentes em Arda por meio dos “Estados” e “Reinos” foi muito marcante e esse comportamento se manifestou nas ocupações, usos do solo, e ordenamento das forças através do território, que por sua vez, está ligado as relações de poder. Em muitos momentos, essas relações de poder se manifestaram com características diferencias, que muitas vezes, dentro das necessidades na linha do tempo houve o uso da força para avançar, defender ou reduzir suas fronteiras como uma forma de  jogo político que muito se remete aos momentos marcantes de nossa sociedade contemporânea nas relações entre os Estados Nacionais.</p>
<p><em><br />
<strong>Observe os mapas da Europa nas primeirdas décadas do século XX<br />
</strong></em></p>
<p>É interessante verificar como que o comportamento humano dentro da concepção da mobilidade territorial e suas mudanças nas linhas das fronteiras se deu de modo amplo e complexo com os Estados Nacionais europeus.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/europe19141.gif"><img class="size-medium wp-image-244 aligncenter" style="border: 1px solid black; margin-top: 2px; margin-bottom: 2px;" title="europe19141" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/europe19141-300x283.gif" alt="" width="300" height="283" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O primeiro mapa mostra a Europa em 1914, na época do início da Primeira Guerra Mundial. O segundo mapa já identifica a composição dos Estados europeus nos períodos finais da guerra, bem como o dinamismo na criação de novas dimensões territoriais e o seu posterior estabelecimento das fronteiras.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/europe1918.gif"><img class="size-medium wp-image-245 aligncenter" style="border: 1px solid black; margin-top: 2px; margin-bottom: 2px;" title="europe1918" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/europe1918-300x282.gif" alt="" width="300" height="282" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O mapa abaixo da Terra média, identifica a distribuição dos reinos (domínios) com sua dimensões estabelecidas a partir do momento que os povos criam uma identidade com um território e demarcam suas áreas de influências (poder). Entrretanto, as fronteiras da Terra média vivenciaram momentos diferentes, onde em certos momentos, houve uma redução e/ou amplicação de determinados reinos, como Gondor, Harad, Mordor, Rhûn e os grandes dominios do Norte em Rhovanion e no Oeste, especificamente em Rohan quando de sua criação a partir de um entendimento entre Cirion e Eorl e mais adiante para o Noroeste e decadência de Eregion e as complexas redes que perfaziam a ampla região de Eriador (Reino de Arnor, aparecimento dos hobbits e os conflitos com Angmar).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-246 aligncenter" style="border: 1px solid black; margin-top: 2px; margin-bottom: 2px;" title="middle-earth2" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/middle-earth2-300x240.jpg" alt="" width="300" height="240" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff;">1 - </span></strong>Essa idéia de fronteira expressa seguiu a velha tradição dos romanos e dos chineses. O famoso limes romano (9.000 quilômetros no total) não é uma linha (salvo em certa medida a de Adriano, depois a de Antonio na Grã-Bretanha). O limes é composto de uma sucessão de fortes. A maioria das legiões romanas (cada vez m ais compostas de bárbaros) estacionava atrás. Mas havia as patrulhas e as guarnições de frente. Em tempos de conquistas, as estradas romanas eram construídas perpendicularmente à linha do limes, de modo a ultrapassar essa linha para ofensivas de conquista. Depois, na fase em que a estratégia era de defesa, uma estrada era construída atrás do limes, paralela a ele. Como exemplo o limes africano, no Magreb, Roma construiu postos em “pleno Saara, onde se encontravam os principais pontos de águas”, para controlá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>MORRIS, Desmond. Você, um estudo do comportamento humano. São Paulo: Círculo do Livro, 1978. p.126-132.</li>
<li>DUROSELLE, Jean Baptiste. Todo império perecerá: teoria das relações internacionais. Brasília: Ed. UNB; São Paulo: Imprensa Oficial, 2000.HOBSBAWN, Eric. Era dos extremos, o breve século XX 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 178-197.</li>
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002.</li>
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Simarillion: Martins Fontes, 2007.</li>
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Hobbit: Martins Fontes, 2002.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>http://www.nationalarchives.gov.uk/pathways/firstworldwar/maps/map_images/Europe1914.gif  - Consulta em 16/09/08</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li style="text-align: justify;">http://www.nationalarchives.gov.uk/pathways/firstworldwar/maps/map_images/Europe1918.gif  - Consulta em 16/09/08</li>
</ul>
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		<title>Mordor e sua Densidade Demográfica</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 11:34:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Pelliccione Filho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>

		<category><![CDATA[Cálculo]]></category>

		<category><![CDATA[Demográfica]]></category>

		<category><![CDATA[Densidade]]></category>

		<category><![CDATA[População]]></category>

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		<description><![CDATA[Mordor é um território que apresenta características muito interessantes como a geomorfologia caracterizada pelos planaltos, os complexos serranos que circundam seus domínios territoriais ao Oeste, Norte e Nordeste e parte dos domínios ao Leste, além de montanhas isoladas como a Montanha da Perdição, amplas planícies na divisa com o reino de Khând e proximidades aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Mordor é um território que apresenta características muito interessantes como a geomorfologia caracterizada pelos planaltos, os complexos serranos que circundam seus domínios territoriais ao Oeste, Norte e Nordeste e parte dos domínios ao Leste, além de montanhas isoladas como a Montanha da Perdição, amplas planícies na divisa com o reino de Khând e proximidades aos domínios de Lithlad, e um grande corpo d’água, o Lago Núrnen.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/mordor2.gif"><img class="alignnone size-medium wp-image-230" style="margin: 2px; border: black 1px solid;" title="mordor2" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/mordor2-300x229.gif" alt="" width="300" height="229" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Esses elementos naturais além dos humanos e orcnianos fazem de Mordor <a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/wwwdanielreeveconz1.jpg"></a>um emaranhado fantástico que levam os leitores mais profundos e procurar respostas mais detalhadas sobre esse reino que durante muitos anos foi um personagem de extrema importância no que diz respeito a sua influência e dinamismo sobre grande parte dos povos que habitavam a Terra média. Mordor, reduto de Sauron na Segunda e Terceira Era do Sol, local habitado por orcs, homens cruéis, trolls, wargs e outras criaturas sombrias que estavam sob o controle do Senhor do Escuro. Todos esses habitantes principalmente os homens e orcs proporcionam um dinamismo muito interessante nas relações de Mordor com Khând e Harad bem como na própria ocupação territorial do reino do Senhor do Escuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Como é relatado nas obras, Mordor era um território bastante ocupado, entretanto, essa ocupação de dava de modo desproporcional. Haviam regiões mais ocupadas por humanos e orcs como a região de Udûm, Morgai, Cirith Ungol e a cidade de Minas Mórgul e a área de influência de Barad Dûr. Mas a grande parte era desabitada e desolada embora não se afirme que a desolação seria sinônimo de abandono, uma vez que criaturas de diversos tipos habitavam este grande e vasto reino; a vigilância era constante; estradas ligavam para diversas regiões como se verifica nas relações do Norte de Mordor com o Sul nos domínios do Lago Núrnem que por sua  vez, perfazia um emaranhado de ocupações e dinamismo com Khând e Harad por meio das estradas como constata-se</p>
<p style="text-align: justify;">Nem ele, nem Frodo sabiam coisa alguma sobre os grandes campos de trabalho escravo mais ao sul daquele vasto reino, além da fumaça da montanha, próximos às águas escuras e tristes do Lago Núrnen; nem das grandes estradas que corriam para o leste e para o sul, levando a terras que pagavam tributo a Mordor, das quais os soldados da Torre traziam longos comboios de carroças com mercadorias, produtos de saques e novos escravos (Tolkien, 2002: 197).</p>
<p style="text-align: justify;">Verifica-se como a ocupação populacional era constante em vários pontos do Sul nas margens do Grande Lago. A partir desses dados e de outros que serão apresentados foi possível fazer um cálculo médio da densidade demográfica de Mordor.</p>
<p style="text-align: justify;">A densidade demográfica, densidade populacional ou população relativa é a medida expressa pela relação entre população pela extensão territorial. Normalmente isso é aplicada a seres humanos, mas também usada em outros seres vivos. Geralmente é expressa em habitantes por quilômetros quadrados.</p>
<p style="text-align: justify;">Após alguns cálculos de área, foi possível determinar o tamanho da extensão territorial de Mordor, que perfaz uma área de 448.000 quilômetros quadrados. Mordor possui praticamente o tamanho da Suécia que é de 449.964 quilômetros quadrados.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir desse dado, pois possível pré-determinar a densidade demográfica a partir de dados retirados do livro o Retorno do Rei. Para os valores, foi utilizada a fórmula básica de cálculo demográfico:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li style="text-align: left;"><strong>pop. absoluta/área em quilômetros quadrados.</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Foi considerada uma estimativa da população de Mordor. No SDA (RDR) quando Aragorn vai com Gondor, Rohan mais Legolas, Gimli, Pip e Gandalf, eles estão com um efetivo de menos de 6.000. Mas Mordor possuía uma força de dez vezes mais <span style="text-decoration: underline;"><strong>e mais ainda que eles.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, levando em consideração esta informação, estima-se pelo menos 100.000 além das estimativas de Minas Mórgul que daria entre 20.000 e 25.000, totalizando então mais ou menos 125.000, além dos homens de Harad e Khand mais os outros homens que habitavam os domínios de Núrnen.</p>
<p style="text-align: justify;">Conclui-se que a densidade demográfica de Mordor seria da ordem de 0,28 habitantes por quilômetros quadrados, ou seja, Mordor é pouco habitada pela sua grande extensão territorial.</p>
<p style="text-align: justify;">Deve-se ressaltar que esta é uma média por estimativa, mas que possui sua importância para compreender o emaranhado que caracteriza o mundo de Mordor. Mesmo possuindo uma média de 0,28 habitantes por quilômetros quadrados, havia regiões onde esse valor seria bem maior como foi citado anteriormente em Udûm, Morgai, Cirith Ungol e Barad Dûr.</p>
<p style="text-align: justify;">Na prática Mordor teria uma população muito maior que 125.000 habitantes porque o dinamismo deste reino com os outros ao Sul era muito intenso e uma parcela significativa habitavam as margens do Lago Núrnem. Tolkien não deixou claro o número populacional acerca dos povos que habitavam a Terra média, mas as poucas informações valem como uma maneira de ter uma melhor compreensão acerca do mundo geográfico, das relações entre os povos e o espaço onde viviam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência Bibliográfica</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002, 5 - 441.</li>
<li style="text-align: justify;">www.danielreeve.co.nz - Consulta em 03/05/08</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>IDO - Índice de Desenvolvimento Orcniano</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 11:40:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Pelliccione Filho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>

		<category><![CDATA[Escrita]]></category>

		<category><![CDATA[Longevidade]]></category>

		<category><![CDATA[Orcs]]></category>

		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[O Legendárium Tolkien foi sempre um objeto de interesse e estudo dos acadêmicos de diversas regiões do mundo. A rica literatura contida nos eventos de Arda ramifica para diversas áreas, a literatura, sociologia, psicologia, filosofia e também a geografia, que sem dúvida pode promover um incontável número de pesquisas dentro das ramificações geográficas, como a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Legendárium Tolkien foi sempre um objeto de interesse e estudo dos acadêmicos de diversas regiões do mundo. A rica literatura contida nos eventos de Arda ramifica para diversas áreas, a literatura, sociologia, psicologia, filosofia e também a geografia, que sem dúvida pode promover um incontável número de pesquisas dentro das ramificações geográficas, como a cartografia, a climatologia, a demografia, a geopolítica dentre outras.</p>
<p><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/orc-de-mordor1.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-206" style="margin-left: 9px; margin-right: 9px; border: black 1px solid;" title="orc-de-mordor1" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/orc-de-mordor1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A partir deste pressuposto, veio o meu interesse em explorar um<a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/orc-de-mordor1.jpg"></a>a área até então não vista antes no Legendárium Tolkien, que foi pré-determinar o índice de qualidade de vida dos orcs, a partir de algumas variantes que possibilitariam chegar a esse resultado com relação ao bem-estar dos orcs de uma forma diferente.</p>
<p>Foi desenvolvida uma análise quantitativa de valores médios (abstratos) sobre os vários índices de desenvolvimento de Mordor e áreas afins. Portanto, para tal análise, eu denominei o IDO (Índice de Devenvolvimento Orcniano), baseados em estruturas fundamentadas nos índices do IDH e aplicáveis aos Orcs, que por sua vez, aplicadas a literatura ficcional de Tolkien pode-se ter uma certa noção da qualidade de vida dos orcs. Dentro dessa concepção, uma parcela de orcs mais privilegiada tinha o domínio sobre a leitura e escrita, até porque não havia como Sauron desprover todos os orcs de um raciocínio mais amplo, do acesso a informação, das estratégias de guerra e dominação, mesmo com a presença de Boca de Sauron, dos Nazgûl bem como dos orientais e sulistas, ou seja, a questão da hierarquia, da manutenção da ordem dentro da raça dos orcs era algo imprescindível para os desígnios de Sauron na Terra média, uma vez que os seus maiores contingentes provenientes de Mordor que fizeram investidas contra o reino de Gondor eram compostos por orcs.</p>
<p><strong><br />
Leitura e Escrita</strong></p>
<p>Pode-se considerar que as taxas de alfabetização e de freqüência tem uma variação de entre 0 e 1 (0% a 100), é portanto desnecessário de certo modo “convertê-las” em um índice, como nas variante de saúde e renda. Portanto, é necessário aplicar os pesos de cada indicador para se chegar a um valor médio.</p>
<p>Considerando que Mordor possui uma taxa bruta de freqüência ao processo de leitura e escrita (escolar) igual a 5% e uma taxa bruta de alfabetização de 4%, o calculo será assim:</p>
<pre><strong>[0,5 + (2 x 0,4)] / 3 = (0,5 + 0,8) / 3 = 1,3 / 3 = 0,43

</strong><strong>IDO-E = 0,43</strong></pre>
<p><strong><br />
Longevidade</strong></p>
<p>É levado em consideração o número médio de anos que um orc nascido em algum lugar (neste caso Mordor) no ano de referência, deve viver, ou seja, a expectativa de vida.</p>
<p>Para transformar esse número de anos em um índice, usa-se como parâmetro máximo de longevidade, 85 anos (padrão humano), e, como parâmetro mínimo, 25 anos. Assim, se a região em questão é Mordor tem uma esperança de vida ao nascer numa média de 50 anos, seu IDO-L será:</p>
<pre><strong>(50 – 25) / (85 – 25) = 25 / 60 = 0,416

</strong><strong>IDO-L = 0,416</strong></pre>
<p><strong><br />
Dessa forma, compreende-se que:</strong></p>
<p>Foi levado em consideração que um orc vive uma média de 50 a 70 e um exemplo que serve como prova para atestar uma vida longa dos orcs é o caso do orc Bolg, filho de Azog. Azog foi morto no ano de 2799 na batalha contra os anões, chamada de Azanulbizar. Como Bolg era o filho, o mesmo, por sua vez foi morto na Batalha dos Cinco Exércitos no ano de 2941. Assim, Bolg teria uma idade superior aos 142 anos e, ele estava em pleno vigor quando da Batalha dos Cinco Exércitos no Monte Erebor.</p>
<p>Caso um orc vivesse somente uma média de 20 anos, isso na prática significa que um orc não passa sequer pela “infância orc” e como faziam sexo, é considerado neste caso o fato da gestação.</p>
<p><strong><br />
Portanto, vem um questionamento importante:</strong></p>
<p><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/archer3.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-235" style="margin: 2px 9px; border: black 1px solid;" title="archer3" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/archer3-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><em>Como um orc nasce pequenininho e depois já se torna um guerreiro com 10 ou 15 anos apto para batalhas?  Mesmo para os padrões orcnianos isso seria algo inviável!</em></p>
<p>Um orc mesmo vivendo num verdadeiro caos sanitário (pela falta de saneamento básico) o seu organismo já se torna imune a várias doenças típicas da falta de higiene, alimentação (em certos casos) e etc.</p>
<p>Um dos fatores que contribui para uma baixa longevidade certamente são conflitos externos com homens, elfos e anões e em segunda ordem conflitos internos. A questão do saneamento interfere, mas nem tanto levando em consideração a imunização dos orcs dentro de uma faixa de tempo à adaptação a padrões de falta de higiene.</p>
<p><strong>A tabela abaixo mostra o IDH de alguns países e o IDO de Mordor</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-238 aligncenter" style="border: 1px solid black; margin-top: 2px; margin-bottom: 2px;" title="idh" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/idh-300x179.jpg" alt="" width="300" height="179" /></p>
<p><strong><br />
Conclusão</strong></p>
<p>Compreende que uma parcela dos orcs tinha o domínio sobre a escrita e a leitura, orcs estes que eram imprescindíveis para Sauron no que diz respeito à ordem (de) ou manutenção de uma desordem (aceitáveis) para os padrões orcnianos provenientes da Terra do Senhor do Escuro. E a média de vida de um orc seria elevada se levarmos em consideração as adaptações a ambientes inóspitos, pela própria natureza física das criaturas, e se levarmos a uma comparação mais “direta”, baseado em fontes do Silmarillion, os orcs seriam originados a partir dos enganos de Melkor quando uma parcela de elfos foi corrompida pelo primeiro Senhor do Escuro nas profundezas de Utumno (claro que há uma referencia do próprio autor em uma carta no que diz respeito à origem dos orcs, seria meio confuso e uma determinação “exata” seria algo inviável).</p>
<p>Portanto, verifica-se como uma ramificação da geografia pode identificar situações até então nunca explorados no Legendárium Tolkien e como podemos encará-la e comparar com o nosso mundo real de forma clara e simples.</p>
<p><strong><br />
Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002.</li>
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Hobbit. São Paulo: Martins Fontes, 2002.</li>
<li style="text-align: justify;">TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. Silmarillion: Martins Fontes, 2007.</li>
</ul>
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		<title>As Áreas Verdes da Terra média</title>
		<link>http://duvendor.com.br/khamul/?p=189</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 15:07:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Pelliccione Filho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>

		<category><![CDATA[Áreas Verdes]]></category>

		<category><![CDATA[Florestas]]></category>

		<category><![CDATA[Países]]></category>

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		<description><![CDATA[As florestas de um modo geral possuem uma importância fundamental e direta sobre o clima. Essa importância está ligada a fatores como variações nas temperaturas do ar tanto no que diz respeito às temperaturas mínimas e máximas do dia bem como ao longo do mês e do ano.
Portanto, as áreas verdes de todos os biomas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As florestas de um modo geral possuem uma importância fundamental e direta sobre o clima. Essa importância está ligada a fatores como variações nas temperaturas do ar tanto no que diz respeito às temperaturas mínimas e máximas do dia bem como ao longo do mês e do ano.<a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/mirkwood.gif"><img class="alignright size-medium wp-image-191" style="margin: 2px 8px; border: black 1px solid;" title="Mirkwood: A Floresta Negra" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/mirkwood-181x300.gif" alt="" width="181" height="300" /></a></p>
<p>Portanto, as áreas verdes de todos os biomas da Terra demonstram a importância para o controle e manutenção dos micro-climas e conseqüentemente nos macro-climas. As florestas influenciam diretamente na umidade relativa do ar, na transpiração e evapotranspiração dos serves vivos e seus recursos não só contribuem para o equilíbrio ecológico da Terra, mas como um meio imprescindível para a sobrevivência do homem.</p>
<p>Fazendo um paralelo do mundo real com o imaginário Tolkien, é perceptível como que a questão das áreas verdes foi amplamente trabalhado e detalhado pelo escritor em seus livros.</p>
<p><strong><br />
Dimensionamento das áreas verdes</strong></p>
<p>Após algumas verificações através de cálculos cartográficos foi possível determinar os tamanhos aproximados das áreas verdes da Terra Média e ao mesmo tempo, fazer uma comparação com extensões territoriais de várias regiões do planeta Terra. O mapa utilizado para o cálculo das dimensões das florestas foi o do livro A Sociedade do Anel da editora Martins Fontes de 2002. Após as analises obteve os seguintes resultados:</p>
<p><strong><br />
Mirkwood (A Floresta das Trevas): </strong>a maior floresta da Terra Média possui uma área aproximada de 165.600 km2. Fazendo uma comparação com outras extensões territoriais, significa que Mirkwood é maior do que diversos países e estados como:</p>
<ul>
<li>Suriname – 163.820 km2</li>
<li>Tunísia – 163.610 km2</li>
<li>Estado do Acre – 152.581 km2</li>
<li>Estado do Amapá – 142.814 km2</li>
<li>Estado do Ceará – 148.825,6 km2</li>
</ul>
<p>Partindo para um outro modo de comparação, significa que Mirkwood equivale à soma de 7,5 Estados do Sergipe, este que por sua vez, possui uma área de 21.910 km2.</p>
<p><strong><br />
Lothlórien (A floresta dos elfos e lar de Galadriel e Celeborn): </strong>é uma das menores florestas da Terra Média tendo uma extensão territorial de 1900 km2. Mas, após a Batalha de Dol Goldur durante a Guerra do Anel e sua posterior vitória, ficou entre as maiores, pois tomou posse de Mirkwood meridional, se tornando então com o passar do tempo, a bela Lothlórien Oriental.</p>
<p>De acordo com o seu tamanho original, 1900 km2 , seria necessário cerca de 87 florestas de Lothlóriens para preencher o tamanho original de Mirkwood. Mesmo sendo uma das menores florestas da Terra Média a sua influencia – podemos afirmar que esta influência se daria de forma espiritual e pelo poderio bélico e – era bastante considerável dentro do contexto geopolítico no qual todos os povos estavam vivenciando no final da Terceira Era. Fazendo uma comparação com o mundo real, Lothlórien é maior que alguns países como:</p>
<ul>
<li>Tonga 749 km2;</li>
<li>Tuvalu 24 km2;</li>
<li>República de Seicheles 455 km2;</li>
<li>Santa Lúcia 616 km2;</li>
<li>São Tomé e Príncipe 964 km2 e etc.</li>
</ul>
<p><strong>Fangorn: </strong>Uma das maiores e mais antigas da Terra Média; a casa dos ents. Possui uma área de 21.600 km2. São necessários 7,6 Fangorns para preencher Mirkwood.</p>
<p><strong>Floresta de Rhûn:</strong> Também uma das maiores da Terra Média com uma área de 22.400 km2.<br />
São necessários 7,4 Florestas de Rhûn para preencher Mirkwood.</p>
<p><strong>Floresta de Ered Luin Setentrional: </strong>Também uma das menores da Terra Média perfazendo uma área de 6.800 km2.</p>
<p><strong>Floresta de Ered Luin Meridional:</strong> Assim como a sua irmã do norte é uma das menores com uma área de 9.200 km2.</p>
<p>Fazendo a soma de todas as áreas verdes aqui calculas, há um valor aproximado de 227.500 km2. Esta soma possui uma área superior a de vários países como Belarus (Bielo-Rússia) tendo 207.600 km2.</p>
<p>Também é um pouco maior que o Estado do Paraná que possui uma área de 199.314,9 km2. As áreas verdes da Terra Média possuem juntas um território equivalente a 2,672% do tamanho do Brasil e para os padrões de todos os habitantes da Terra Média é uma área considerável.</p>
<p><strong>Observação Importante: </strong>Não foi levada em consideração às áreas da Mata dos Trolls e a pequena floresta de Druadan e outras pequenas e minúsculas áreas verdes distribuídas ao longo da Terra média. Numa posterior análise das dimensões territoriais, as áreas verdes de Beleriand serão levadas em consideração para assim obter uma compreensão mais ampla das coberturas vegetais existentes na Terra média desde a Primeira Era do Sol.</p>
<p><strong><br />
Conclusão</strong></p>
<p>Ressaltam-se como as experiências de Tolkien ao longo de sua carreira como profissional acadêmico conhecedor de amplas e variadas regiões européias que apresentavam e/ou usufruíam as áreas verdes, e como soldado inglês da Primeira Guerra Mundial influenciaram na estruturação das narrativas assim como as conjunturas (relações homem/elfo - meio ambiente) contidas nas florestas da Terra média, tais como, Floresta das Trevas, Lothlórien, Rhûn, as amplas áreas verdes de Doriath, Brethil, Neldoreth dentre outras (vale ressaltar o contexto de uma concepção das relações sociais e a interatividade entre os povos com as matas e fora da mesma). Tolkien mostra claramente a relação harmoniosa entre homens, elfos e outras criaturas que habitavam as florestas e deixa um legado onde, existem as possibilidades do homem viver em equilíbrio, e acima de tudo, a promoção da sustentabilidade como fator preponderante da existência da vida na Terra.</p>
<p><strong><br />
Referencias Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: as duas torres. São Paulo: Martins Fontes, 2002.</li>
<li>SANTOS, Maria do Carmo S. Rodrigues dos. Manual de fundamentos cartográficos e diretrizes gerais para elaboração de mapa geológicos, geomorfológicos e geotécnicos. São Paulo: Instituto de Pesquisas Tecnológicas, 3-7, 1989.</li>
<li>http://www.glyphweb.com/arda/ - pesquisa em 09/09/08</li>
</ul>
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		<title>Ithilien: O jardim de Gondor</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 13:03:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Pelliccione Filho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>

		<category><![CDATA[Exércitos]]></category>

		<category><![CDATA[Ithilien]]></category>

		<category><![CDATA[Territorialidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Região de Gondor que se localizava a Oeste das Ephel Dúath, ao Sul dos Pântanos Mortos e ao Norte de Harondor. Esta vasta província é dividida em duas regiões, Ithilien do Norte e Ithilien do Sul.

Praticamente todo o seu território era composto de florestas, bosques, várias encostas, riachos e pequenos lagos, e essa grande diversidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Região de Gondor que se localizava a Oeste das Ephel Dúath, ao Sul dos Pântanos Mortos e ao Norte de Harondor. Esta vasta província é dividida em duas regiões, Ithilien do Norte e Ithilien do Sul.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/ithilien.jpg"><img class="size-medium wp-image-101 aligncenter" style="border: 1px solid black; margin-top: 2px; margin-bottom: 2px;" title="ithilien" src="http://duvendor.com.br/khamul/wp-content/uploads/2008/09/ithilien-300x122.jpg" alt="" width="300" height="122" /></a></p>
<p>Praticamente todo o seu território era composto de florestas, bosques, várias encostas, riachos e pequenos lagos, e essa grande diversidade proporcionava a Ithilien ser considerado o jardim de Gondor, mas embora fosse considerada a bela, na época da Guerra do Anel, se tornou território do inimigo, uma prova que identificava a falta do poder de outrora em defender seus domínios.</p>
<p>Outros exemplos a respeito da perda da territorialidade são citados, como em Harondor e Umbar. Entre Ithilien do Norte e do Sul, havia três importantes ícones para o povo de Gondor, a cidade de Osgiliath na margem leste do Anduin, a Encruzilhada e as vastas e impressionantes colinas das Emyn Arnen, casa dos regentes de Gondor, também conhecida como o lar de Húrin o grande regente do rei Minardil.</p>
<p>Tanto o território quanto o povo de Ithilien sofreu com as invasões e guerras travados contra os Carroceiros do Leste, o povo do reino de Mordor e os haradrim durante certos períodos da Segunda Era e grande parte da Terceira Era. Com a conquista de Minas Ithil por meio dos Nazgûl e os exércitos de Mordor no ano 2002 da T.E., praticamente todo o território de Ithilien se tornou desolado, o povo fugiu para regiões ainda tida como seguras ao Oeste do Anduin. O povo que ainda perambulava pelo território era praticamente os Dúnedain do Sul, mais conhecidos como Guardiões de Ithilien, homens valentes que ainda lutavam e resistiam às ameaças e invasões de Minas Mórgul, Mordor e Harad. O grande líder dos Dúnedain do Sul era Faramir filho de Denethor II.</p>
<p>Após a Guerra do Anel, Ithilien passou por um novo processo de ocupação do povo de Gondor devido suas belezas naturais, e pela historia, tradição e sentimento de pertencimento, que a mesma representava para os Gondorianos. É importante ressaltar que após a coroação de Aragorn, Faramir casou-se com Éowyn de Rohan e se tornou Príncipe de Ithilien.</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002.</li>
<li>TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: as duas torres. São Paulo: Martins Fontes, 2002.</li>
</ul>
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