houghtonO legendário de Tolkien constitui, entre outras coisas, uma revalorização do cavalheirismo medieval em face da desvalorização deste da Grande Guerra. A cultura americana já fornecera uma crítica do cavalheirismo do século XIX em resposta à Guerra Civil, como exemplificado pelo Ataque de Pickett na Batalha de Gettysburg.
 
A revalorização de Tolkien é a mais efetiva, mas por nenhum meio a única instância da renovação cavalheiresca pós-Primeira Guerra Mundial (na verdade, há mesmo qualquer número de exemplos americanos); em seu tratamento da Batalha de Maldon em The Homecoming of Beorthnoth Beorthelm's Son e seu ensaio anexo Ofermod Tolkien, todavia fornece uma crítica de cavalheirismo, destinada (ostensivamente) não à Grande Guerra, mas à Carga da Brigada Ligeira na Batalha de Balaklava na Guerra Criméia. A restauração de Tolkien do cavalheirismo entrou em nossa cultura popular, mas sua crítica deste não tem sido igualmente efetiva.
leonard
O mais notável a respeito dos livros de J.R.R. Tolkien é a imaginação que criou o mundo destes livros. O próprio Tolkien reflete sobre o uso da imaginação criativa, acreditando que o homem, criado na imagem e semelhança de Deus, partilha no trabalho da criação de Deus.

Ao mesmo tempo Tolkien está bastante ciente de sua condição de estar em um mundo caído, um mundo no qual está trabalhando contra o clima geral cultural, intelectual e moral de uma era. Este espírito da era permeia a representação artística do homem como o inevitavelmente estranho alienado. A presunção da era é, em certo sentido, uma mistura de dois conceitos aparentemente opostos do real: materialismo, reduzindo toda a realidade àquilo que é perceptível aos sentidos, e gnosticismo, postulando uma realidade espiritualista disponível apenas para os illuminati. Tanto artistas principais quanto de vanguarda e críticos concordam com uma visão do mundo que é materialista e/ou gnóstica.

verlyn

Entre Dezembro e Janeiro de 1916-17 — uma época profundamente em meio a I Guerra Mundial — o jovem J.R.R. Tolkien, recém regresso à Inglaterra da carnificina de Somme (França), deu início a composição de seu grande Legendárium, O Silmarillion.

Sua intenção era suprir o que sentia faltar na pré-história literária de seu país, uma mitologia nativa inglesa (não britânica) seguindo a mesma linha da obra finlandesa Kalevala e da islandesa Eddas. Ele anteviu esse projeto ambicioso como “um corpo de lenda mais ou menos conectado”, pendendo do “vasto e cosmogônico” para o nível de “conto-de-fadas romântico” (Cartas 144). No processo de criação de sua mitologia, entretanto, Tolkien fez mais do que apenas colorir num espaço em branco; ele inventou uma cosmologia, cuja operação depende de um paradoxo, uma contradição teológica desafiadora. A contradição reside na presença simultânea de dois preceitos opostos em seu mundo inventado, destino e livre-arbítrio, imaginados como se operassem lado a lado, às vezes em conflito, às vezes interdependentes.

olivierUma sombra do mal se esconde em meio a uma cordilheira não mapeada. Lá ela exerce o poder absoluto sobre os fanáticos e os escravos e faz suas maquinações de dominação sobre os povos livres do mundo. A sombra envia assassinos para cidades e terras pacíficas, espalhando terror.

Esse é um resumo dos últimos seis meses de noticiário? Não, esse é o enredo de um filme que, acredito eu, irá entrar para a lista das grandes obras da sétima arte, a trilogia O Senhor dos Anéis. O diretor Peter Jackson (que também dirigiu Criaturas do Paraíso, de 1994) não poderia saber que, durante o lançamento da sua obra um paralelo ocorreria na América, que foi atacada pela rede terrorista Al-Qaeda, construída sobre uma teologia do mal, uma perversão do Islã que promete a recompensa eterna pelo massacre imprudente dos civis. O Senhor dos Anéis é um livro que tem mais de 40 anos e narra acontecimentos que teriam ocorridos milhares de anos atrás... mas de algum modo fala a nós sobre temas atuais. Ele também toca nos pontos mais importantes da civilização ocidental: a liberdade, a fé e o significado de ser um herói.

martinezA maioria dos fãs de Tolkien imediatamente reconhecerá o dia 22 de Setembro como o aniversário de ambos, Bilbo e Frodo Baggins, mas o dia 22 de Setembro deles não era o mesmo que o nosso.

O sistema do calendário incomum de Tolkien para o Condado fez o 22 de Setembro dos Hobbits corresponder ao nosso 14 de Setembro (13 de Setembro em um Ano Bissexto). Assim, por anos, você tem brindado à boa saúde de Bilbo e Frodo 8 dias tarde demais. O dia das bruxas não é uma data especialmente importante nos calendários de Tolkien, também. O nosso 31 de Outubro (véspera do Dia de Todos os Santos) cai no dia 9 de Novembro dos Hobbits. Naquele tempo, a colheita dos hobbits ainda é uma data distante, mas o Halloween não se originou realmente em um festival de colheita, como alguns dizem. O Halloween começou como o festival Céltico chamado Samhain em Irlandês Gaélico (pronunciado SOW-en, a despeito do "m" no meio da palavra).

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Escrevendo em Tengwar
Quem se interessa pelos Tengwar e já os estudou ou pelo menos deu uma olhada mais demorada no assunto, provavelmente já se perguntou: como será que escrevo meu nome? Como posso escrever essa palavra? É para isso que serve este estudo; para escrever corretamente com os Tengwar de Fëanor.

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O Batman de Frodo
Embora O Senhor dos Anéis não fosse publicado até o início dos anos 50, este é, todavia até certo ponto um produto não da Primeira Guerra Mundial, mas dos seis meses durante os quais Tolkien lutou neste horrível conflito. O professor fez parte do 11º Batalhão de Fuzileiros de Lancashire durante a Primeira Guerra Mundial, e viu de perto os horrores deste conflito.

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Armas e Armaduras
As obras de Tolkien têm inspirado pessoas a estudar os vários aspectos do mundo que ele criou. Um dos aspectos de grande interesse para mim diz respeito às armaduras e armas usadas por guerreiros e exércitos da Terra-média através de sua longa história. O sabor que Tolkien pintou em seus livros é de um Mundo Antigo.
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