ardaNeste ensaio vou tentar descrever claramente um dos aspectos mais complicados do mundo criado por Tolkien: a geografia de Arda e suas várias mudanças ao longo da história.

Já temos a disposição estudos que explicam, e muito bem, os vários continentes e principais ilhas de Arda, mas ainda não tínhamos nada explicando essas mudanças em caráter global. E por que não tínhamos nada assim? Porque esse é um assunto espinhoso e muito complicado, que eu mesmo já tentei descrever várias vezes e desisti depois de escrever apenas alguns parágrafos a respeito. Descrever as várias mudanças geográficas ao longo as Eras complicam bastante, e como se isso não bastasse, estamos falando da vários modos de contagem de templo em paralelo. Se apenas ler e entender já não é muito simples, imagine escrever a respeito, procurar os mapas, pesquisar as mudanças geológicas etc. Sabendo que a coisa não foi fácil, espero que vocês dêem valor ao que temos aqui.

klautauPara entender o símbolo do Um Anel no livro O Senhor dos Anéis, como expressão do poder e do mal, é necessário partir da perspectiva de Santo Agostinho, em que o livre-arbítrio e o pecado original tomam proporções fundamentais na sua interpretação.

Entendido na teoria de Paul Ricoeur por uma imagem que tem o poder de descobrir e revelar o laço entre o homem inteligível e o que ele considera o sagrado desconhecido, o símbolo possui três funções (cósmica, onírica e poética) que o definem como integrador do que se conhece e do mistério totalizador da vida. A partir da compreensão de uma reencenação do pecado, com o objetivo de precisar o instante da passagem da falibilidade para a falta, da potencialidade do mal para o ato, Paul Ricoeur proporciona uma interpretação de O Senhor dos Anéis.

terrenceVocê talvez esteja se perguntando por que seria importante localizar geográficamente a Terra-média na trilogia dos Anéis de J.R.R. Tolkien. Quero dizer, realmente importa alguma coisa se a Terra-média é um mundo futuro, de outra galáxia ou uma Europa mítica há muito perdida?

Realmente detrataria de sua diversão da jornada de Bilbo para a Montanha Solitária ou a expedição de Frodo do Condado até a Montanha da Perdição se você descobrisse que a Terra-média não está localizada em nenhum lugar nesta nossa terra? Tolkien desenhou seu mundo tão bem em O Hobbit, e contou a história de O Senhor dos Anéis tão firmemente estruturada, que não importaria nem um pouquinho se ele tivesse começado a história com a famosa declaração da saga Stars Wars de George Lucas: “Há muito tempo atrás, em uma galáxia, muito, muito distante...”. Mesmo tendo uma abertura tão idiota (que George lucas me perdoe) mesmo assim, todos nós ainda gostaríamos das histórias.

wolfeHá um conceito no qual a Idade Média estava nos seus melhores anos, que é este: era um tempo de deveres e liberdades bem definidos. O rei poderia reger mal, mas todos afirmavam que suas regras eram boas.

Não só condes e barões, mas todos os súditos sabiam o que o rei ideal diria ou faria. O camponês poderia se comportar bem, mas ele não esperava elogios por isto, nem mesmo seus próprios elogios, pois era apenas a sua obrigação ser bom. Essas afirmações podem ser discutidas eternamente, pois há sempre pessoas excepcionais e circunstâncias excepcionais. Apesar de eles representarem uma grande verdade sobre uma sociedade bárbara e cristianizada como um todo, argumentos que focalizam exceções provém de um caso fundamentalmente falso, até mesmo quando os argumentos nos quais são baseados são reais e honestamente apresentados.

millsO Senhor dos Anéis é um trabalho Cristão, embora um número surpreendente de escritores sobre Tolkien ignore sua religião, e um número surpreendente de seus leitores se oponham a ela ou se oporiam se soubessem a respeito.

Mas como ele escreveu a um leitor em 1953: “o livro naturalmente é um trabalho fundamentalmente religioso e católico; inconscientemente no princípio, mas conscientemente na revisão”. Cinco anos mais tarde ele escreveu que: “Sou um Cristão (o que pode ser deduzido de minhas histórias), e de fato um Católico Romano. O último ‘fato’ talvez não possa ser deduzido”. (nota #1) O autor não se contradisse ao dizer que o livro é um trabalho fundamentalmente Católico cujo Catolicismo um leitor poderia não ser capaz de deduzir. Seu Catolicismo decidia a natureza e a forma do mundo que criou, mas estas são difíceis de deduzir, com qualquer certeza, da própria história. O leitor Católico as intui, mas o que este intui o mesmo terá dificuldade em dizer. É mais claramente um trabalho Cristão, como eu tentarei mostrar.

dest_textFAQMagia

Entendendo a Magia
Magia é difícil de definir. Externamente aos trabalhos literários de J.R.R. Tolkien nós não a tomamos seriamente, mas ao contrário a relegamos para as regiões do mito, superstição e sobrenatural.  No mundo de Tolkien o que ele chama de magia é real e natural, e nós devemos compreender a natureza de seu mundo.

dest_textLendaNumenor.jpg

Tolkien e a lenda de Númenor
Um dos contos inacabados de Tolkien figurou-se como uma nova reviravolta tanto na lenda de Atlantes quanto em sua história n’O Silmarillion chamada Akallabêth, que é a sua versão da lenda de Atlantes. Ele intitulou esse conto The Notion Club Papers. No início da história, dois dos membros do Notion Club vão encontrando memórias de um passado distante.

dest_textArquetipos.jpg

Os Arquétipos no SdA
Um episódio muito importante do mito com relação a Gandalf é a sua confrontação com o Balrog na escuridão das minas de Moria. É muito interessante perceber que o seu medo e recusa na escolha do caminho de viagem pelas minas representa o medo da psique inteira ao se encontrar com dificuldades.
barraInferior