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Tolkien fez inúmeros ensaios e textos que nunca foram publicados enquanto era vivo. Seu filho, Cristopher, reuniu estes textos de maneira que se tornassem inteligíveis escrevendo centenas de notas e comentários por conta própria.
Nesse processo lançou uma colossal série de doze volumes chamada HoME - History of Middle Earth. Nesta série (sem previsão de tradução para o português) Tolkien conta muitas histórias fascinantes sobre seu mundo e os povos que lá viviam. Muitas das informações são inéditas, como as leis élficas sobre o casamento, teorias sobre a reencarnação, a forma do mundo e suas mudanças, e vários outros assuntos. É uma leitura profunda, alguns diriam que pesada e complicada, mas não desanime. Os textos da HoME são verdadeiros tesouros e valem a pena cada momento que passar lendo na frente do monitor.
Foi aparentemente por sugestão de seu editor que Tolkien escreveu a carta seguinte - cujo texto integral contém cerca de dez mil palavras - com a intenção de demonstrar que O Senhor dos Anéis e O Silmarillion eram interdependentes e indivisíveis, devendo ser publicados em volumes únicos.
J.R.R. Tolkien certa vez escreveu sombriamente: “Temo que não seja nada agradável ser uma figura cultuada ainda em vida”. Sua popularidade ainda tem seus desagradáveis efeitos colaterais. O entusiasmo peculiar de muitos de seus fãs, a existência de brochuras escabrosas no gênero fantasia, a adaptação cinematográfica ter um sabor meio frívolo
As obras de Tolkien têm inspirado pessoas a estudar os vários aspectos do mundo que ele criou. Um dos aspectos de grande interesse para mim diz respeito às armaduras e armas usadas por guerreiros e exércitos da Terra-média através de sua longa história. O sabor que Tolkien pintou em seus livros é de um Mundo Antigo.



