1
Tolkien fez inúmeros ensaios e textos que nunca foram publicados enquanto era vivo. Seu filho, Cristopher, reuniu estes textos de maneira que se tornassem inteligíveis escrevendo centenas de notas e comentários por conta própria.
Nesse processo lançou uma colossal série de doze volumes chamada HoME - History of Middle Earth. Nesta série (sem previsão de tradução para o português) Tolkien conta muitas histórias fascinantes sobre seu mundo e os povos que lá viviam. Muitas das informações são inéditas, como as leis élficas sobre o casamento, teorias sobre a reencarnação, a forma do mundo e suas mudanças, e vários outros assuntos. É uma leitura profunda, alguns diriam que pesada e complicada, mas não desanime. Os textos da HoME são verdadeiros tesouros e valem a pena cada momento que passar lendo na frente do monitor.
Magia é difícil de definir. Externamente aos trabalhos literários de J.R.R. Tolkien nós não a tomamos seriamente, mas ao contrário a relegamos para as regiões do mito, superstição e sobrenatural. No mundo de Tolkien o que ele chama de magia é real e natural, e nós devemos compreender a natureza de seu mundo.
J.R.R. Tolkien certa vez escreveu sombriamente: “Temo que não seja nada agradável ser uma figura cultuada ainda em vida”. Sua popularidade ainda tem seus desagradáveis efeitos colaterais. O entusiasmo peculiar de muitos de seus fãs, a existência de brochuras escabrosas no gênero fantasia, a adaptação cinematográfica ter um sabor meio frívolo
Muitas pessoas pensam em Chivalry como um conceito que vem de histórias e das fábulas sobre espadas, dos cavaleiros e magia da Idade Média. Por ironia, contudo, um dos mais conhecidos contos de espadas e magia não vem de forma alguma da Idade Média, mas sim do século XX... esse é O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien.



