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23 Novembro 2007
Todos conhecem o nascimento de Arda segundo as lendas Tolkienianas. Se não conhecem, devem ler o Ainulindalë que nos conta como o mundo foi criado a partir de uma música cantada pelos Ainur.
Mas poucos, muito poucos, conhecem a Segunda Profecia de Mandos, a lenda do fim do mundo que Tolkien escreveu. Apesar da narrativa do Silmarillion terminar, em sua versão editada pelo filho de Tolkien, com a viagem de Eärendil até as Terras Imortais, a versão original termina com a chamada Segunda Profecia de Mandos, o Vala responsável pelas Mansões dos Mortos e que tem papel de Oráculo dos Valar. Essa profecia é sobre a batalha de Dagor Dagorath, freqüentemente chamado O Fim. De acordo com a profecia feita por Mandos, o Morgoth, ou Melkor, o Senhor do Escuro, descobrirá como atravessar de volta as Portas da Noite, atrás das quais está encerrado no Eterno Vazio desde a Guerra da Ira, e destruirá o Sol e a Lua. Eärendil irá retornar de suas vigias no céu e encontrará Manwë, Rei dos Valar, (ou seu arauto Eönwë), Tulkas, outro Vala e Túrin Turambar, humano cuja família foi amaldiçoada por Morgoth. Existe uma referência a isso nos Contos Inacabados, no capítulo Os Istari, que diz o seguinte:
"Manwë não descerá da montanha até a Dagor Dagorath, e a Chegada do Fim, quando Melkor regressar".
Christopher Tolkien fez um comentário acerca dessa frase: "Esta é uma referência à Segunda Profecia de Mandos, que não aparece no Silmarillion; a sua elucidação não pode ser tentada aqui, uma vez que necessita de alguma explicação da história da mitologia em relação à versão publicada."
Contos Inacabados foi publicado em 1980, e, afortunadamente, com a publicação, em 1986 do quarto volume da série The History of Middle-earth, entitulado The Shaping of Middle-earth, pode-se entender mais sobre a Segunda Profecia de Mandos. Ela aparece neste volume de duas formas, na primeira versão do "Silmarillion", escrita por Tolkien, por volta de 1926, e também no "Quenta Silmarillion" escrito por volta de 1930. Para ler a versão do primeiro "Silmarillion", vejam o capítulo 19, página 40 e 41 de The Shaping of Middle-earth. A segunda versão, da qual alguns trechos abaixo foram retirados, encontra-se no capítulo 19, páginas 163 a 165 do mesmo volume.
Após o triunfo dos Deuses, Eärendil continuou a navegar nos mares do céu, mas o Sol o queimava e a Lua o perseguia-o no firmamento... então os Valar desceram o seu navio branco Vingilot para a terra de Valinor, e encheram-no com brilho e consagraram-no, e lançaram-no através da Porta da Noite. E por muito tempo Eärendil navegou na vastidão sem estrelas, Elwing a seu lado, o Silmarill na sua fronte, navegando o Escuro atrás do mundo, uma brilhante e fugitiva estrela. E algumas vezes ele voltava e brilhava atrás dos cursos do Sol e da Lua sob a proteção dos Deuses, mais brilhante que todas as outras estrelas, o marinheiro do céu, mantendo guarda a Morgoth até os confins do mundo. Dessa forma deverá navegar até que veja a Última Batalha que se passará nas planícies de Valinor.
Assim falou a profecia de Mandos, que ele declarou em Valinor durante o julgamento dos Valar: quando o mundo estiver velho e os Poderes se cansarem, então Morgoth deverá retornar através da Porta para fora da Noite Eterna; e ele deverá destruir o Sol e a Lua, mas Eärendil virá até ele como uma chama branca e o derrubará dos ares. Então deverá ser travada a última batalha sobre os campos de Valinor. Naquele dia Tulkas lutará com Melkor, e à sua direita estará Fionwë (filho de Manwë e Varda) e à sua esquerda estará Turin Turambar, filho de Hurin, Mestre do Destino; e será a espada negra de Turin que trará a Melkor a morte e fim definitivo; e então os Filhos de Hurin e todos os homens estarão vingados.
Então os Silmarils serão recuperadas do mar da terra e do céu; pois Eärendil descerá e dará aquela chama a qual mantinha posse (o Silmaril). Então Fëanor utilizará as Três e com seu fogo reacenderá as Duas Árvores, e uma grande luz surgirá; a as Montanhas de Valinor serão rebaixadas, para que a luz possa atingir o mundo todo. Naquela luz os Deuses se tornarão novamente jovens, e os Elfos despertarão e todos os mortos ressuscitarão, e o propósito de Ilúvatar estará completo em relação a eles. Mas dos Homens naquele dia a profecia não fala, com exceção de Turin apenas, e ele é nomeado entre os Deuses.
Como foi dito, apenas na versão original de O Silmarillion essa Segunda Profecia aparece, mas Christopher Tolkien publicou-o sem ela, baseado numa versão do Valaquenta que dizia que não está dito nas profecias de Mandos se a desfiguração de Arda será corrigida. Esse trecho foi usado no desfecho do Quenta Silmarillion.
Sem a Profecia, Christopher presumiu que a Dagor Dagorath fora removida também. Ele ficou surpreso ao encontrar referências posteriores a ela e uma nova versão, na qual Beren também retorna para batalhar. Há algumas dicas da Profecia que se encontram no Silmarillion, como no Akallabêth, quando Ar-Pharazôn e seus guerreiros mortais pisaram em Aman e foram soterrados por colinas que deslisaram, aprisionando-os até a Última Batalha e o dia do Julgamento. Outra referência é com relação a Fëanor, o criador das Silmarils, e no livro é afirmado que somente no fim é que será revelado de que material essas pedras foram feitas. Sem dúvida isto foi inspirado na lenda Nórdica do Ragnarök.
Essa é sem dúvida uma história muito bonita, Fëanor, o maior de todos os Elfos, já absolvido dos erros que cometeu trará de novo a luz das duas árvores que passarão a brilhar em todo o mundo. Além disso, diz que Morgoth seria morto, um Valar sendo morto é algo inédito pois eles são poderes que fazem parte do mundo, e o mundo é parte deles. A morte de um Valar só pode ser crível se uma parte de Arda fosse destruída junto com ele.
Essa análise mais apurada dos meios que Morgoth foi morto é realmente interessante. Atentando para a espada, algo surpreendente pode ser pensado. Ela foi feita de uma estrela cadente, de um material que veio de fora dos limites de Arda. Seria uma intervenção de Eru? Seria o único meio de destruir o Encarnação do Mal algo proveniente do Criador? Bom... talvez isso seja viajar demais nas suposições.
Os vínculos de J.R.R. Tolkien com a cidade de Warwick estão bem documentados, mas não são amplamente conhecidos, ainda assim, as presenças histórica e física de Warwick foram importantes em sua imaginação criativa durante toda sua vida. Essa dissertação mapeia a influência significante de Warwick.

Sempre fui fascinado por Tom Bombadil como ele aparece em O Senhor dos Anéis, provavelmente não devido ao seu papel pequeno, mas por causa da imagem misteriosa e enigmática deixada por este personagem. É por isto que escolhi, dar a minha opinião no círculo de debate. A pergunta é: quem ou o que é Tom Bombadil ?
As obras de Tolkien têm inspirado pessoas a estudar os vários aspectos do mundo que ele criou. Um dos aspectos de grande interesse para mim diz respeito às armaduras e armas usadas por guerreiros e exércitos da Terra-média através de sua longa história. O sabor que Tolkien pintou em seus livros é de um Mundo Antigo.


