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09 Abril 2009
Gollum foi capturado em Mordor no ano de 3017 e levado a Barad-dûr, tendo lá sido interrogado e torturado. Quando descobriu dele o que queria, Sauron o soltou e o mandou embora outra vez.
Não confiava em Gollum, pois adivinhava nele algo indomável que não podia ser derrotado, nem pela Sombra do Medo, a não ser pela destruição. Mas Sauron percebeu a profundidade do rancor de Gollum contra os que o haviam "roubado" e, imaginando que ele iria em busca deles para se vingar, Sauron esperava que seus espiões assim fossem conduzidos ao Anel. Gollum, no entanto, foi logo capturado por Aragorn e levado ao norte da Floresta das Trevas; e, apesar de seguido, não pôde ser resgatado antes de estar sob custódia segura. Ora, Sauron jamais havia atentado para os "pequenos", mesmo tendo ouvido falar deles, e ainda não sabia onde ficava sua terra. De Gollum, mesmo submetido a dor, não conseguiu obter nenhum relato claro, tanto porque o próprio Gollum de fato não tinha um conhecimento certo quanto porque falsificava o que sabia.
Ele era em última análise indomável, exceto pela morte, como Sauron imaginava, tanto por sua natureza de pequeno quanto por uma causa que Sauron não compreendia plenamente, visto que ele mesmo era consumido pelo desejo do Anel. Então Gollum se encheu de um ódio por Sauron ainda maior que seu terror, pois nele via de fato seu maior inimigo e rival. Foi assim que ele ousou fingir acreditar que a terra dos Pequenos ficava próxima aos locais onde morara outrora, às margens do Rio de Lis.
Ora, Sauron, sabendo da captura de Gollum por seus principais inimigos, foi tomado de grande pressa e temor. No entanto, todos os seus espiões e emissários costumeiros não conseguiam lhe trazer notícias. E isso em grande parte decorria tanto da vigilância dos dúnedain quanto da traição de Saruman, cujos próprios servos emboscavam ou extraviavam os servos de Sauron. Sauron deu-se conta disso, mas seu braço ainda não era bastante longo para alcançar Saruman em Isengard. Portanto escondeu seu conhecimento da duplicidade de Saruman e ocultou sua ira, aguardando o tempo propício e preparando-se para a grande guerra em que planejava varrer todos os seus inimigos para o mar ocidental.
Por fim, resolveu que naquele caso só lhe serviriam os seus servos mais poderosos, os Espectros do Anel, que não tinham vontade senão a dele próprio, já que cada um deles era totalmente subserviente ao anel que o escravizara, que Sauron detinha. Ora, poucos podiam resistir até mesmo a uma só daquelas cruéis criaturas, e (como Sauron julgava) ninguém podia resistir-lhes quando estavam reunidos sob o comando de seu terrível capitão, o Senhor de Morgul. No entanto, para o propósito atual de Sauron, tinham o seguinte ponto fraco: era tão grande o terror que os acompanhava (mesmo invisíveis e despidos) que sua chegada podia logo ser pressentida, e sua missão adivinhada, pelos Sábios.
Assim foi que Sauron preparou dois golpes - nos quais mais tarde muitos viram as origens da Guerra do Anel. Foram desferidos juntos. Os orcs atacaram o reino de Thranduil com ordens de recapturar Gollum; e o Senhor de Morgul foi enviado abertamente para combater contra Gondor. Essas ações ocorreram perto do final de junho de 3018. Assim Sauron testou a força e o preparo de Denethor, e descobriu que eram maiores do que esperara. Mas isso pouco o perturbou, pois usara pouca força no ataque, e seu principal objetivo era que o surgimento dos Nazgûl parecesse apenas parte de sua política de guerra contra Gondor.
Portanto, quando Osgiliath foi tomada e a ponte foi destruída, Sauron deteve o ataque e ordenou aos Nazgûl que iniciassem a busca do Anel. Mas Sauron não subestimava os poderes e a vigilância dos Sábios, e mandou que os Nazgûl agissem com o máximo sigilo possível. Naquela época, o Líder dos Espectros do Anel habitava em Minas Morgul com seis companheiros enquanto seu segundo, Khamûl, a Sombra do Leste, habitava em Dol Guldur como lugar-tenente de Sauron, com mais um como seu mensageiro. O Senhor de Morgul, portanto, atravessou o Anduin, conduzindo seus companheiros, despidos, desmontados e invisíveis aos olhos, e no entanto terríveis para todos os seres vivos que passavam por perto.
Era talvez o primeiro dia de julho quando partiram. Passaram devagar e furtivos, através de Anórien, sobre o Vau Ent e pelo Descampado e um rumor de trevas e um terror não se sabia de quê os precediam. Alcançaram a margem oeste do Anduin um pouco ao norte de Sarn Gebir, como haviam combinado; e ali receberam cavalos e trajes que atravessaram o Rio secretamente numa balsa. Isso foi (pensa-se) por volta de 17 de julho. Então saíram rumo ao norte buscando o Condado, a terra dos Pequenos. Por volta de 22 de julho, encontraram seus companheiros, os Nazgûl de Dol Guldur, no Campo de Celebrant. Lá souberam que Gollum havia escapado tanto aos orcs que o recapturaram quanto aos elfos que os perseguiam, e tinha desaparecido.
Também ficaram sabendo por Khamûl que nenhuma habitação de Pequenos podia ser descoberta nos Vales do Anduin, e que as aldeias dos Grados junto ao Rio de Lis estavam desertas havia muito. Mas o senhor de Morgul, não vendo melhor alternativa, ainda insistia em buscar ao norte, talvez esperando topar com Gollum e também descobrir o Condado. Não lhe parecia improvável que este ficasse perto da odiada terra de Lórien, se é que não estava de fato no interior das cercas de Galadriel. Mas não desejava desafiar o poder do Anel Branco, nem ainda penetrar em Lórien. Portanto, passando entre Lórien e as Montanhas, os Nove cavalgaram sempre para o norte; e o terror os precedia e subsistia atrás deles; mas não encontraram o que buscavam nem souberam de nenhuma notícia que lhes fosse útil.
Por fim retornaram; mas agora havia muito que o verão acabara, e a ira e o temor de Sauron aumentavam. Quando voltaram ao Descampado, setembro chegara; e ali encontraram mensageiros de Barad-dûr que transmitiam ameaças de seu Mestre, que encheram de pavor até mesmo o Senhor de Morgul. Pois Sauron já havia ouvido falar das palavras proféticas escutadas em Gondor, da partida de Boromir, dos atos de Saruman, e da captura de Gandalf. De tudo isso concluiu de fato que nem Saruman, nem qualquer outro dos Sábios, ainda estava de posse do Anel, mas que Saruman ao menos sabia onde ele poderia estar escondido. Agora só a velocidade serviria, e o sigilo teria de ser abandonado.
Portanto, os Espectros do Anel receberam ordens de ir direto a Isengard. Atravessaram, então, Rohan às pressas, e o terror de sua passagem era tão grande que muita gente fugiu da região e partiu em debandada para o norte e o oeste, crendo que a guerra oriunda do leste seguia de perto os cavalos negros. Dois dias depois de Gandalf ter partido de Orthanc, o Senhor de Morgul deteve-se diante do Portão de Isengard. Então Saruman, já pleno de ira e temor em decorrência da fuga de Gandalf, percebeu o risco de se interpor entre inimigos, sendo traidor conhecido de ambos. Seu pavor era enorme, pois sua esperança de enganar Sauron, ou pelo menos receber seu favor em caso de vitória, perdeu-se totalmente.
Os vínculos de J.R.R. Tolkien com a cidade de Warwick estão bem documentados, mas não são amplamente conhecidos, ainda assim, as presenças histórica e física de Warwick foram importantes em sua imaginação criativa durante toda sua vida. Essa dissertação mapeia a influência significante de Warwick.
Em grande parte os detalhes biográficos citados neste trabalho foram baseados ou extraídos inteiramente de informações contidas na biografia oficial do professor Tolkien, escrita por Humphrey Carpenter, editada e publicada no Brasil pela livraria Martins Fontes. Esse material é criação original da BBC inglesa e traduzido no Brasil.
Entre os sábios de Arda alguns eram mulheres, e elas eram grandemente estimadas entre os Homens, por sua sabedoria e seu conhecimento das lendas dos dias antigos. Outra mulher sábia era chamada Adanel, irmã de Hador Lórindol, cujos conhecimentos e tradições eram diferentes dos do Povo de Bëor.



