Desde o ano de 1937, quando O Hobbit foi publicado na Inglaterra, os livros de J.R.R. Tolkien vêm entusiasmando legiões de fãs em todo o mundo. Com a publicação de O Senhor dos Anéis nos anos 50, sua notoriedade aumentou ano após ano.
Tolkien foi responsável pelo nascimento de um novo gênero literário; a Alta-Fantasia. Muitos leitores se aprofundam com prazer nas obras do genial inglês, porém uma melhor apreciação dos seus livros só é possível se soubermos mais sobre sua vida, os motivos que o inspiraram, as mensagens que ele pretendeu nos transmitir; em suma: o amadurecimento da obra com base em sua vida. Recomendamos sempre que sejam lidas as biografias oficiais do autor. Existem duas delas, ambas excelentes. Uma escrita pelo famoso Humphrey Carpenter que é difícil de encontrar; outra escrita por Michael White.

A narrativa da Queda de Gondolin é, sem dúvida nenhuma, um dos mais antigos textos da Mitologia Tolkieniana. Não sei exatamente quantos, mas acredito que a forma original deste texto foi desenvolvida por Tolkien à mais de 40 anos atrás, quando ainda se reunia aos Inklings e lecionava na faculdade de Oxford.
Embora O Senhor dos Anéis não fosse publicado até o início dos anos 50, este é, todavia até certo ponto um produto não da Primeira Guerra Mundial, mas dos seis meses durante os quais Tolkien lutou neste horrível conflito. O professor fez parte do 11º Batalhão de Fuzileiros de Lancashire durante a Primeira Guerra Mundial, e viu de perto os horrores deste conflito.
A complexidade da trama de causa e efeito que Tolkien tece, as interações de motivos e vontades, natural ou sobrenatural são extraordinários, e sem contar o lado fantasioso é muito realístico. Portanto, se como os especialistas dizem, isso não é alegoria, então seus trabalhos são cheios de paralelos.


